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Arquipelago de Origem:
Lisboa e Vale do Tejo
Data da Peça:
1987-00-00
Data de Publicação:
28/10/2020
Autor:
Manuel Cargaleiro
Chegada ao Arquipélago:
2020-10-28
Proprietário da Peça:
Metropolitano de Lisboa
Proprietário da Imagem:
Metropolitano de Lisboa
Autor da Imagem:
Manuel Cargaleiro/Metropolitano de Lisboa
Cidades de azulejos da Estação do Metro do Colégio Militar, azulejos de Manuel Gargaleiro, 1987, Lisboa, Portugal

Categorias
    Descrição
    Cidades de azulejos da Estação do Metro do Colégio Militar.
    Manuel Cargaleiro (1927-), 1987.
    Azulejos da Estação do Colégio Militar/Luz, Metropolitano de Lisboa, Portugal.

    A estação de metro do Colégio Militar/Luz (Linha Azul) foi aberta ao público em 1988, quando da extensão da rede à zona de Benfica, tem projeto do arq. António J. Mendes e intervenção plástica de Manuel Cargaleiro (1927-). Evocando o ambiente e a tradição da Arte do Azulejo, o artista, criou uma padronagem em tons de azul, a partir de alguns módulos tradicionais, como a figura avulsa e a ponta de diamante. Este revestimento azulejar estendeu-se ao longo de todos os espaços de circulação da estação e cais de embarque, recuperando a memória coletiva dos "grandes corredores azuis de Portugal...", frequentes nos edifícios públicos, escolas, hospitais, tribunais, entidades que foram instaladas em antigos conventos e palácios onde o azulejo era uma presença corrente. Dois grandes painéis, entretanto, representando paisagens urbanas ao gosto deste artista, a que não é estranho o contato do mesmo com Helena Vieira da Silva (1908-1992), em Paris, a partir de 1954, com uma policromia que contrasta com o restante revestimento da estação e que foram colocados nos átrios das bilheteiras. O tratamento plástico adotado por Cargaleiro para esta estação traduz duas formas diferentes de pintar sobre azulejos: criando superfícies de padronagem, tirando partido da própria forma quadrangular do azulejo (ex: revestimento dos espaços de circulação), e usando a superfície azulejar como mero suporte de uma composição pictórica (ex: grandes painéis dos átrios das bilheteiras) (Texto adaptado de Metro de Lisboa).
    Manuel Cargaleiro (Castelo Branco, 1927; ). Nascido em Chão das Servas, Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, em 1928 já residia na Caparica, tendo iniciado a sua atividade artística como ceramista, em 1945 na olaria de José Trindade e, em 1948, na Fábrica Santana, em Lisboa. Tendo em Paris, em 1954, contatado com a obra de Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992), passa para o seu círculo de amigos, efetuando depois inúmeras exposições nacionais e internacionais, podendo-se destacar a sua participação no The Second Internacional Contemporary Art Fair em Londres, 1985; na Feira Internacional de Arte Contemporânea (FIAC 82); na exposição da Coleção Mário Soares no Museu do Chiado, 1996; e na exposição Les Trente Ans de la Galerie Jacob na Galerie Jacob em Paris, também em 1996. Foi agraciado com a Ordem da Cruz de Santiago da Espada pelo Presidente da República Portuguesa, e com o Grau de Officier des Arts et des Lettres pelo Governo Francês. Em 1990 constitui a Fundação Manuel Cargaleiro, na margem Sul do Tejo e, em 2011, o Museu Cargaleiro, em Castelo Branco, distrito onde nasceu.