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Arquipelago de Origem:
Lunda e Leste
Data da Peça:
1920-00-00
Data de Publicação:
Autor:
Escultor Chokwe
Chegada ao Arquipélago:
2025-10-10
Proprietário da Peça:
MONA
Proprietário da Imagem:
MONA
Autor da Imagem:
MONA
Chefe tchokwe Mwanangana tocando quissanje New Orleans Musem of Art (NOMA), 1920 (c.), Lunda, Angola

Categorias
    Descrição
    Chefe tchokwe tocando quissanje.
    Mwanangana, o proprietário e vigilante da terra tocando Sanza (kaponya)
    Madeira entalhada e patinada, 28.8 x 11.7 x 11.7 cm.
    Escultor Tchokwe, Chokwe ou Quioco, 1920 (c.).
    Lunda, Angola ou Congo.
    Bequest of Victor K. Kiam, 77.135 (cat. 86)
    New Orleans Musem of Art (NOMA), Estados Unidos da América.

    O ancestral dos Chokwe é o herói cultural Chibinda Ilunga, lendário caçador, em princípio, Luba e que tendo casado com a rainha Lunda Lueji A'Nkonde (c. 1635- c. 1670), deram origem ao reino Chokwe, que se separa assim do velho reino Lunda. Beneficiando do comércio de marfim, borracha, cera e escravos africanos, os chefes Chokwe emergiram na savana da atual República Democrática do Congo e Angola tornaram-se parceiros comerciais ativos com os comerciantes da Europa e do Novo Mundo. Como importantes governantes regionais, o seu prestígio e poder reflete-se na arte que encomendavam para suas cortes, como as esculturas dos seus antepassados, as cadeiras em que se sentavam para receber os comerciantes europeus, ou as máscaras para os seus ritos de passagem, onde se definia a coesão social.
    Esta figura retrata um chefe Chokwe, ou mwanangana, e sintetiza o equilíbrio de poder e refinamento que é característico da arte da corte Chokwe. As suas mãos grandes e estendidas, ombros musculosos e postura agressiva sintetizam a força e o vigor. Uma testa protuberante em forma de cúpula e olhos grandes sugerem acuidade mental e visão aguçada. As curvas arrebatadoras e os volumes inchados do toucado retratam a verdadeira coroa de Chokwe feita de cestaria e coberta de pano. Chifres do pequeno antílope duiker, que têm associações com a caça e as práticas perigosas e misteriosas da medicina e da feitiçaria, são colocados nas laterais do cocar. O chefe segura um lamelofone, "piano de mão" ou "piano de polegar", um instrumento cuja música muitas vezes acompanha recitações de histórias orais e canções de louvor de indivíduos importantes. Com esse instrumento na mão, o chefe é apresentado também como repositório e guardião do conhecimento histórico e cultural dos seus.