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Arquipelago de Origem:
Santana
Data da Peça:
1970-00-00
Data de Publicação:
14/10/2020
Autor:
Raul Chorão Ramalho
Chegada ao Arquipélago:
2020-10-14
Proprietário da Peça:
Electricidade da Madeira
Proprietário da Imagem:
Santana Madeira Biosfera
Autor da Imagem:
Santana Madeira Biosfera
Central hidroelétrica da Fajã da Nogueira, Raul Chorão Ramalho, 1970, Santana, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Central hidroelétrica da Fajã da Nogueira.
    Projeto arquitetónico de Raul Chorão Ramalho (1914-2002)
    Junta dos Aproveitamentos Hidráulicos da Madeira, 1970.
    Fotografia de Santana Madeira Biosfera, 2015.
    Fajã da Nogueira, Santana, ilha da Madeira.

    Levada dos Tornos (Lanço Norte): Madre, Córrego afluente da Ribeira do Porco, Lombo do Urzal (660 mts); Fim, Sítio dos Tornos, Funchal (600 mts), 22 Km
    Em setembro de 1966 entrou festivamente em serviço o lanço sul da Levada dos Tornos, do aproveitamento hidroagrícola do Funchal a Santa Cruz, a sexta grande obra da Comissão Administrativa dos Aproveitamentos Hidráulicos da Madeira, cujos objetivos primários eram prover ao regadio das vastas zonas de sequeiro, do leste do Funchal e Santa Cruz, resolver quantitativamente o problema do abastecimento de água potável à cidade do Funchal e abrir caminho ao estabelecimento de novos aproveitamentos hidroelétricos, nomeadamente, as centrais da Fajã da Nogueira e do Funchal. Em 1966, foi lançada a primeira empreitada - terraplanagens e obras de arte da estrada de acesso à central - aproveitamento hidroelétrico da Fajã da Nogueira, obra registada sob o número 11, intercalada no aproveitamento hidroagrícola do Funchal a Santa Cruz, central esta inaugurada em 1970, pelo Chefe do Estado, almirante Américo Thomas (1894- 1987).
    A Levada dos Tornos foi a mais vultuosa obra do plano dos novos aproveitamentos hidráulicos da Madeira, e é atualmente a maior Levada da Região Autónoma da Madeira com 106 quilómetros (incluindo captações e derivações), dos quais 16 são em túneis, onde se destacam o túnel entre a Fajã do Penedo e a Ribeira de São Jorge com 2500 metros, o túnel entre a Ribeira de São Jorge e a Ribeira Seca com 4300 metros e o maior entre a Fajã da Nogueira e os Tornos com 5100 metros. As abundantes águas do norte da ilha, atravessam o maciço central com passagem pela Fajã da Nogueira, onde se lhe são adicionadas, desde 1970, as águas utilizadas no aproveitamento hidroelétrico e chegam ao lado sul da ilha no sítio dos Tornos, Funchal.
    A obra que custou mais de cinquenta mil contos é da Comissão Administrativa dos Aproveitamentos Hidráulicos da Madeira, cujo projeto e órgãos vários são de autoria do Eng. Civil Armando da Palma Carlos; os estudos arquitetónicos do arquiteto Chorão Ramalho (1914-2002); a estrada de acesso à Central do Eng. Abel da Silva Vieira (1898-1972) e as empreitadas de António Francisco dos Reis e António Pereira Camacho. A perfuração do túnel da Câmara de Carga de Tomás Fernandes de Oliveira e as moradias do pessoal em serviço na Central do empreiteiro José Cardoso.