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Arquipelago de Origem:
Vila Viçosa
Data da Peça:
1677-00-00
Data de Publicação:
04/11/2020
Autor:
Nunes Tinoco (atr.)
Chegada ao Arquipélago:
2020-11-04
Proprietário da Peça:
Fundação da Casa de Bragança
Proprietário da Imagem:
Numismatas
Autor da Imagem:
Numismatas
Cenotáfio de D. Duarte de Bragança no panteão dos duques de Bragança, 1677, igreja do convento dos Agostinhos de Vila Viçosa, Portugal

Categorias
    Descrição
    Cenotáfio de D. Duarte de Bragança.
    (1605-1649)
    Reforma de 1677 (c.) e seguintes.
    Fotografia de Munismatas
    Panteão dos duques de Bragança, capela-mor da igreja dos Agostinhos de Vila Viçosa, Portugal.

    D. Duarte de Bragança (1605-1649). Filho de D. Teodósio II (1568-1630), 7º Duque de Bragança, nasceu em Vila Viçosa em 30 de março de 1605. Por razões que parecem ligar-se a um certo mal-estar nas suas relações de família, nomeadamente com a cunhada D. Luísa de Gusmão y Sandoval (1613-1666), motivado por uma relação não legitimada do infante com uma senhora nobre que vivia no palácio ducal, de quem tivera um filho, D. Duarte deixou Portugal em janeiro de 1634, dirigiu-se para Castela, depois para Itália, donde seguiu para o Tirol e daí para Viena de Áustria. Aí chegado, enviou um fidalgo a oferecer os seus préstimos a Francisco II (1578-1637), imperador da Alemanha, então envolvido com o seu exército na “Guerra dos Trinta Anos” (1618-1648), na tentativa de esmagar a Reforma Protestante. Nomeado coronel do “Regimento da Banda Negra” e general de Artilharia, obteve depois do imperador Fernando III (1608-1657) licença para vir a Portugal, em 14 de março de 1638, mas onde se demorou pouco tempo, regressando à Alemanha. Com a aclamação do irmão em 1640, veio a ser preso e enviado para Itália e preso no castelo de Milão. Depois de 7 anos de duríssimo cativeiro, cheio de privações, torturas e maus-tratos, aí veio a falecer em 3 de setembro de 1649, quando contava 44 anos, cinco meses e quatro dias.
    Tendo por base uma pequena ermida, já referida em 1267, teve importantes obras ao longo do século XVI, determinadas por D. Jaime (1479-1532), 4º Duque de Bragança, de modo que a sua fachada ficasse virada para o Terreiro do Paço e com refeitório manuelino que chegou aos nossos dias. Sendo entregue à ordem dos Eremitas Calçados, transformou-se em convento dos Agostinhos, o primeiro convento a ser instituído em Vila Viçosa. Em 1635 ainda seria lançada a 1.ª pedra da monumental igreja, que nos anos seguintes ainda sofreria melhoramentos, especialmente no reinado de D. João V, a cargo do mestre das obras reais Manuel Martins. Os mestres aqui referidos parecem ser regionais, pois não temos qualquer referência ou documentação a seu respeito fora de Vila Viçosa. A partir de 1677 a igreja, ao estilo barroco, passou a ser Panteão da Memória aos Duques de Bragança, acolhendo no seu interior o túmulo do 1º Duque de Bragança, D Afonso (1377-1431) e assim sucessivamente.