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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
1974-09-25
Data de Publicação:
15/11/2025
Autor:
Rui Carita e Tolentino Nóbrega
Chegada ao Arquipélago:
2025-11-15
Proprietário da Peça:
João Cabral Tavares de Miranda
Proprietário da Imagem:
João Cabral Tavares de Miranda
Autor da Imagem:
João Cabral Tavares de Miranda
Catálogo da exposição de Rui Carita, Delegação de Turismo da Madeira, 25 de setembro de 1974, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Rui Carita expõe desenhos e óleos  
    Catálogo de exposição na Delegação de Turismo da Madeira, 25 de setembro de 1974.
    Design de Tolentino Nóbrega (1952-2015) e texto de Um buraco na boca, de António Aragão (1924-2008), 1971
    Coleção Dr. João Amaral Tavares de Miranda, Figueira da Foz, Portugal.

    Rui Alexandre Carita Silvestre (1946-) nasceu perto de Tomar, filho de um oficial da Força Aérea, então em serviço na Base Aérea de Tancos. Aluno do Colégio Militar, seguiu a carreira militar e prestou serviço na guerra colonial, em Angola e Moçambique, sendo reformado em coronel. Dedicando-se desde muito novo às artes plásticas, efetuou a sua primeira exposição individual de pintura em Moçambique, em 1972, a que se seguiram exposições na ilha da Madeira e em Portugal, mas também em Espanha, Marrocos, Brasil e Turquia. Tendo fixado residência em 1973 no Funchal, licenciou-se e doutorou-se em História, tendo entrado para professor da Universidade da Madeira em 1990. Dedicando-se ao estudo da História da Madeira e do património português construído na expansão, publicou algumas centenas de trabalhos nessa área e, ampliando, entretanto, os seus trabalhos aos quadros dos Oceanos Atlânticos e Índico, ainda hoje trabalha como assessor para arqueologia e património nos Emirados Árabes Unidos.
    Encontra-se representado como artista plástico em coleções oficiais de Portugal, Espanha, Itália, Vaticano, Turquia, Marrocos, Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique e Emirados Árabes Unidos, tendo executado trabalhos para a Universidade e o Governo Regional da Madeira, a Diocese do Funchal, o Ministério da Defesa Nacional e o Estado Maior do Exército, entre outros. Em 1988, para os CTTs, executou a coleção de selos “Casa de Colombo na Madeira”.
    António Manuel de Sousa Aragão Mendes Correia (São Vicente, ilha da Madeira, 22 set. 1924; Funchal, 11 ago. 2008). Filho de Henrique Agostinho Aragão Mendes Correia e de Maria José de Sousa, frequentou o Liceu Jaime Moniz, a Escola Superior de Belas Artes e licenciou-se em Ciências Históricas-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo, em 1960, estagiado como bibliotecário em Itália, onde frequentou então ateliers de restauro. Em 1946, António Aragão ganhara o 2º prémio dos Jogos Florais da Madeira com o poema: "Presentemente", tendo depois integrado com outros autores o grupo português de poesia experimental e, a partir da década de 60, também se dedicou à pintura. Desde 1972 e até à década de 80 foi diretor do Arquivo Regional da Madeira, anteriormente designado Arquivo Distrital do Funchal, fazendo também parte da comissão diretiva do Museu da Quinta das Cruzes e sido professor da cadeira de História da Arte na Academia de Música e Belas-Artes da Madeira. Deixou interessante obra pública escultórica na Madeira e no Porto Santo, ilustrou a obra Canhenhos da Ilha, de Horácio Bento Gouveia (1901-1983), 1966 e deixou ainda obra historiográfica, com especial referência para o Funchal.
    José Tolentino de Oliveira Fernandes de Nóbrega (Machico, 2 fev. 1952-Funchal, 7 abr. 2015) licenciou-se em Pintura pela antiga Secção de Belas Artes da Academia de Música e Belas Artes da Madeira e chegou a trabalhar no ensino, tendo sido professor de Desenho e Geometria na então Escola Industrial e Comercial do Funchal, hoje Escola Secundária Francisco Franco, mas, progressivamente, a partir da década de 80, as Artes Plásticas passam para um segundo plano dos seus interesses profissionais e pessoais. Assim, ainda como aluno das Belas Artes, em 1972 iniciara já a sua carreira de jornalista no Comércio do Funchal, passando depois, entre 1974 e 1993, para o Diário de Notícias do Funchal, mas passando pelas redações de inúmeros periódicos de Lisboa, como o Expresso, A Luta e O Jornal, integrando depois o grupo fundador do Público, para cujo quadro entrou em 1992, mantendo-se nesse periódico até ao seu falecimento, como correspondente na Madeira. Em abril de 1999, foi-lhe atribuído o Prémio Gazeta 1998, o galardão mais prestigiado do jornalismo português, pelo Clube de Jornalistas, pela cobertura “persistente, exaustiva e rigorosa” que fazia da situação na Madeira. Ao longo da sua carreira foi bastante crítico da governação da Madeira, embora fizesse sempre questão de referir que não estava em causa o Governo Regional, mas sim a sua oposição e crítica a "todas as formas de autoritarismo e de todas as formas de governo que desrespeitem as liberdades, muito particularmente a liberdade de expressão. Sem uma imprensa livre não há democracia". Em 2006 foi condecorado pelo Presidente da República, Jorge Sampaio (1931-2021), com a Ordem do Infante D. Henrique no grau de comendador. A 7 de abril de 2015, o Público escrevia na sua edição online: «Morreu Tolentino de Nóbrega, jornalista sem medo».