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Arquipelago de Origem:
São Pedro (Funchal)
Data da Peça:
1969-04-21
Data de Publicação:
17/05/2022
Autor:
Cónego vigário de São Pedro
Chegada ao Arquipélago:
2022-05-17
Proprietário da Peça:
ABM/ARM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM
Autor da Imagem:
ABM/ARM
Casamento do Dr. António Júlio de Santa Marta do Vadre de Mesquita e Melo, visconde de Andaluz com Ana Joaquina Langstrooth Figueira, filha dos barões da Conceição, Funchal, São Pedro, 21 de abril de 1869, ilha da Madeira

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    Descrição
    Casamento  Dr. António Júlio de Santa Marta do Vadre de Mesquita e Melo, visconde de Andaluz com Ana Joaquina Langstrooth Figueira, filha dos barões da Conceição.
    (1833-c. 1900) e (1852-1913)
    Igreja matriz de São Pedro do Funchal, celebrado pelo  bispo do Funchal, D. Patrício Xavier de Moura (1800-1872) e assistindo o marquês de Sesimbra, D. Tomás de Sousa e Holstein (1839-1887), governador do Funchal, tal como, entre outros, o comerciante britânico Charles Ridpath Blandy (1812-1879) e o morgado João Sauvaire da Câmara, 21 de abril de 1869
    In ABM/ARM, RP, C., S. Pedro, 1869, L.º 1407, fl. 10, ilha da Madeira.

    Fortunato Joaquim Figueira (25 abr. 1809; 9 abr. 1885) e o irmão, Paulo Fortunato Figueira, eram filhos do capitão Paulo Joaquim Figueira e e de Ana Joaquina de Sousa, havendo participado na malograda defesa da Madeira frente às forças miguelistas, em 1828. Perante o desastre ocorrido, fizeram-se ao mar numa pequena embarcação, vindo a ser recolhidos por um navio de carreira que os levou para África. Passaram então ao Brasil e, daí, aos Estados Unidos da América, estabelecendo-se em Nova Iorque com negócios na área da importação de vinhos. Vieram a adquirir importantes meios de fortuna, essencialmente, em princípio, recorrendo à falsificação de papel moeda brasileiro, como foram noticiando os periódicos de Nova Iorque e do Rio de Janeiro. Fortunato Joaquim Figueira, entretanto, saiu de Nova Iorque e casou em Filadélfia, nos Estados Unidos, em 30 de outubro de 1847, com Elizabeth Lehmann Lanstroth (1822-1904), filha do pastor protestante Piscator Langstrooth (1790-1861), dado como um hábil fabricante de papel e de Elizabeth Lehmann (1783-1876). Fixando-se em Lisboa, conseguiu alvará de moço fidalgo com exercício na Casa Real e de comendador da Ordem de Cristo, de 13 de outubro de 1850, dado o seu envolvimento na defesa da Madeira constitucional e, por decreto de 11 de setembro de 1855, o título de barão da Conceição. Veio a radicar-se por 1861 ou 1962 na Madeira, tendo a baronesa sido batizada pelo rito católico a 24 de maio de 1862, pelo  bispo do Funchal, D. Patrício Xavier de Moura (1800-1872), tendo sido madrinha a condessa de Farrobo,  D. Eugénia de Saldanha Oliveira Daun (1831-1872), filha do duque de Saldanha (1790-1876), casando depois a filha mais velha, Ana Joaquina Langstrooth Figueira (1852-1913), a 21 de abril de 1869, com o governador civil 3.º visconde de Andaluz, Dr. António Júlio de Santa Marta do Vadre de Mesquita e Melo (1833-c. 1900) e, a 29 de novembro de 1879, Isabel Langstrooth Figueira, com o Dr. Nuno Ferreira Jardim (1850-1941). Os barões da Conceição viveram na Quinta Faria, depois Quinta dos Ilhéus, levantado a Quinta da Estrela, no Caniço, que dotaram com um bom parque arbóreo, hoje Quinta Esplêndida, falecendo o barão, no Funchal, na Quinta Faria, na Rua dos Ilhéus, a 9 abr. 1885.