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Arquipelago de Origem:
Santa Maria Maior (Funchal)
Data da Peça:
1897-00-00
Data de Publicação:
14/09/2022
Autor:
Mestre local
Chegada ao Arquipélago:
2022-09-14
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Paulo Santos Perneta
Autor da Imagem:
Paulo Santos Perneta
Casa onde deve ter nascido a médica doutora Cristina da Cunha, 1897, Rua de Santa Maria, Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Casa onde deve ter nascido a médica doutora Cristina da Cunha
    (1897-1978).
    Fotografia de Paulo Perneta, 25 de agosto de 2020.
    Trabalho para o Roteiro Mulheres do Funchal,
    Projeto Portas Pintadas
    Rua de Santa Maria, nº 27, Funchal, ilha da Madeira.

    Cristina Trindade e Luísa Paolinelli (coord.), Roteiro Mulheres do Funchal, Câmara Municipal do Funchal, outubro de 2020, ilha da Madeira.
    Este roteiro remete-nos para ruas, edifícios e lugares onde estas mulheres viveram, trabalharam ou que estão de algum modo relacionados com elas. São 38 breves histórias, escritas pelas coordenadoras do trabalho e também por Paulo Perneta, sobre quem foram e o que fizeram as protagonistas deste pequeno livro ilustrado. O roteiro contempla mulheres em nome individual, mas também evoca alguns coletivos, como é o caso das bordadeiras, das mulheres dos ofícios e dos açougues e as 'enfermeiras' da peste:
    Cristina da Cunha nasceu em dezembro de 1897, em Santa Maria maior, presumivelmente no n.º 27, 2º andar, da rua de Santa Maria, filha de pais naturais da freguesia de São Jorge. Ingressou na Universidade de Coimbra por 1917, aí fazendo os estudos preparatórios, graduando-se em Medicina em 1923. Concluiu o seu percurso académico com um doutoramento, cuja tese, intitulada “Sobre o estudo estatístico e toxicológico dos envenenamentos pelo arsénico”, foi publicada em 1925, sendo a primeira mulher madeirense a doutorar-se em Medicina. Foi uma reputada ativista na defesa dos direitos das mulheres, fazendo parte do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, a principal associação de Mulheres da primeira metade do século XX (1914-1947), ao lado de figuras como Adelaide Cabete, nunca tendo, num contexto político adverso ao associativismo feminino, deixado de militar e colaborar de diversas formas. Desempenhou funções diretivas na Comissão de Higiene, sendo vogal da direção dessa mesma comissão durante a presidência de Maria Lamas. Colaborou na revista Alma Feminina, na qual publicou diversos artigos de informação sobre higiene, educação e toxicologia. Morreu em Coimbra, em data posterior a 1950, muito provavelmente em 1978 (Roteiro Mulheres do Funchal, 3, 2020).