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Arquipelago de Origem:
Santana
Data da Peça:
2020-00-00
Data de Publicação:
15/08/2023
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2023-08-15
Proprietário da Peça:
SRA
Proprietário da Imagem:
Hugo Câmara
Autor da Imagem:
Hugo Câmara
Casa de abrigo do Pico Ruivo, reforma de agosto de 2019, Santana, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Casa de abrigo do Pico Ruivo
    Primeiro projeto de 1939, de Fernando Augusto Câmara (1880-1949), reforma de 2005 (c.) e agosto de 2019
    Fotografia por drone de Hugo Câmara, 2020.
    Santana, ilha da Madeira.

    Com primeiro projeto turístico de 1939, de Fernando Augusto Câmara (1880-1949), técnico superior da Direção das Obras Públicas da Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal e para a recém-instituída Delegação de Turismo da Madeira (1936-1979), de acordo com a Memória Justificativa, a Casa de Abrigo do Pico Ruivo destinava-se facultar "naquele local um agasalho para os visitantes àquele mais alto cúmulo que a ilha da Madeira tem: 1861 metros acima do mar!". Este primeiro projeto, como Projecto de uma pousada abrigo no Pico Ruivo, Madeira, foi pub. in Delegação de Turismo da Madeira (1936-1979). Quatro décadas ao serviço do turismo madeirense, catálogo com coordenação de Fátima Barros, textos de José Vieira Gomes, João Nuno Freitas e André Marote, revisão de Jorge Valdemar Guerra, sala de Exposição do Arquivo Regional da Madeira, junho de 2011, p. 25.
    Sucessivamente ampliada e reformulada, a Casa de Abrigo do Pico Ruivo abriu oficialmente ao público em agosto de 2019, após uma nova requalificação entendida com um estilo mais atual, apresentando uma sala ampla e acolhedora a todos os visitantes que se aventuram nos trilho até à casa de abrigo. Na casa pode desfrutar-se de uma mini biblioteca que possuí livros sobre a Ilha e adquirir recordações tal como ímanes, postais e artesanato original feito pelos artesãos madeirenses.
    Fernando Augusto Câmara (1880-1949) nasceu na freguesia de Santa Luzia, em 11 de junho de 1880. Seus pais eram João Urbano Câmara e Luzia Augusta da Piedade Câmara, que fixaram residência nos Açores. Foram seus irmãos João Urbano Câmara Júnior e Luís Câmara, que também se estabeleceram nos Açores. Era tio-avô do pintor e caricaturista açoriano Vítor Câmara, que passou depois pela Madeira por alturas do Natal de 1947. Exerceu funções de alta responsabilidade na Direção das Obras Públicas da Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal, demonstrando uma elevada aptidão para o desenho. Era, com efeito, um exímio artista decorador e cenógrafo, tendo executado vários trabalhos para o Teatro Municipal e deixado, embora dispersa, uma obra que atesta os seus talentos como desenhador. Faleceu no Funchal, a 30 de junho de 1949.