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Arquipelago de Origem:
Madeira (Região Autónoma)
Data da Peça:
2026-09-27
Data de Publicação:
02/10/2026
Autor:
SPEA BirdLife Madeira
Chegada ao Arquipélago:
2026-10-02
Proprietário da Peça:
SPEA BirdLife Madeira
Proprietário da Imagem:
SPEA BirdLife Madeira
Autor da Imagem:
SPEA BirdLife Madeira
Cartaz Apague as luzes pela freira-da-madeira, Funchal, 27 de setembro de 2026, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Cartaz Apague as luzes pela freira-da-madeira
    Pterodroma madeira (Mathews 1934)
    Funchal, SPEA BirdLife Madeira, 27 de setembro de 2026.
    Ilha da Madeira.

    Freira-da-madeira Pterodroma madeira (Mathews 1934). Ave endémica da ilha da Madeira que nidifica apenas nos picos mais elevados da mesma, entre o Pico do Areeiro e o Pico Ruivo. É considerada a ave marinha mais ameaçada da Europa e julgou-se extinta até aos finais da década de 1960, altura em que foi redescoberta por Paul Alexander Zino (1916-2004). O seu nome inglês, Zino's petrel, é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido por este ornitólogo. Desde o período da sua redescoberta, a espécie foi alvo de trabalhos de conservação, de forma a recuperar o seu habitat de nidificação e evitar o ataque por predadores introduzidos, tais como ratos e gatos. A sua população foi crescendo lentamente até 2010, período em que se estimava a existência entre 65 a 80 casais. Em agosto de 2010, um violento incêndio consumiu uma parte significativa do Maciço Montanhoso Central, afetando toda a área de nidificação da espécie. Embora a mortalidade de adultos tenha sido pequena (apenas três aves), cerca de 70 % dos ninhos foram destruídos. Apesar das medidas de emergência adotadas (construção de ninhos artificiais, minimização dos efeitos de erosão, entre outras), só uma observação de médio a longo prazo permitirá confirmar as consequências deste incêndio no sucesso reprodutor da espécie. Está presente na ilha da Madeira entre os meses de março e outubro. O seu nome português deriva do facto de a sua plumagem (escura na cabeça e branca no ventre) se assemelhar ao hábito de uma freira. No entanto, também há histórias de pastores assustados que, pelo facto de a sua vocalização se assemelhar a um uivo que só é emitido à noite, argumentam que as aves são as almas penadas das freiras que outrora viveram no Curral das Freiras. É muito semelhante à freira-do-bugio P. deserta, distinguindo-se por ter menores dimensões, bico menos robusto e plumagem da cabeça mais clara. Alimenta-se de pequenos peixes, camarões e cefalópodes (lulas).