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Arquipelago de Origem:
Campanário
Data da Peça:
2020-00-00
Data de Publicação:
05/10/2025
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2025-10-05
Proprietário da Peça:
Paróquia de São Brás do Campanário
Proprietário da Imagem:
Junta de Freguesia do Campanário
Autor da Imagem:
Junta de Freguesia do Campanário
Capela-mor da igreja matriz de São Brás do Campanário, reforma de 2020 (c.), Campanário, Ribeira Brava, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Capela-mor da igreja matriz de São Brás do Campanário.
    Projeto do Arq.º João Filipe Vaz Martins (1910-1988), 1955 a 1963, com reposição de talhas dos anteriores altares das campanhas de 1683 e 1800 feita por 2020.
    Fotografia da Junta da Freguesia do Campanário, pub. por Nelson Veríssimo, “Campanário” in Freguesias da Madeira, 5 de outubro de 2025.
    Campanário, Ribeira Brava, ilha da Madeira.

    Cronologia da igreja matriz do Campanário:
    1509 - referência à existência de um capelão que auferia 6000 rs. de mantimento, por ano; 1518 - referência da paróquia do Campanário, tendo como orago São Brás e sendo vigário o padre João Barroso; 1532  - reconstrução da Igreja de São Brás, na Ribeira dos Melões, visto a mesma ter desabado de que ficaram elementos, como o portal ao gosto manuelino e, pelo menos, uma pia de água benta; 1545 a 1550 - provável elevação a freguesia atestada pela vinda de Lisboa de um retábulo da evocação de São Brás, atribuível à oficina ou ao círculo de Diogo Contreiras (1500-1570), de que restam 4 tábuas; «Anunciação», «Quo Vadis?», «Santo António, São Bento e Santo Antão» e «Milagre de São Brás», que podem não ser todas do mesmo retábulo, que estiveram no Paço Episcopal e que em 2021, foram colocadas na sala de arte sacra da igreja do Campanário (info Dr.ª Rita Rodrigues); 1556, 28 ago. - aumento da côngrua do vigário por alvará régio, passando a ter 10$000 réis, um moio de trigo e uma pipa de vinho; 1581, 9 jun. - alvará régio aumentando o vencimento anual; 1589, 18 jan. - nova alteração do ordenado; 1589, 19 jan. - novo alvará; 1674, 19 jan. - novo alvará fixando o ordenado anual de 19$000 réis, um moio e meio de trigo e uma pipa e meia de vinho; 1677 - mandado do Concelho da Fazenda para a arrematação das obras de ampliação da igreja; 1683 - final da reconstrução da antiga igreja, a que teria sido acrescentada mais uma nave e alterada a fachada, data que ficou inscrita no frontispício; 1698 - criação de um curato na freguesia, que parece ter tido provimento; 1720 - descrição sumária da igreja "fabricada de novo e seu orago o glorioso São Brás", segundo Henrique Henriques de Noronha (1667-1730) in Memórias Seculares e Eclesiásticas, informando ainda que tinha um vigário que administra os Sacramentos a 812 almas em 217 casais dispersos pelo seu distrito; 1727, 9 maio - alvará determinando a côngrua do cura em 20$000 réis anuais e provendo o cargo; 1798, 1 nov. - descrição de João de Freitas Drumond (1760-1825), o Dr. Piolho, do ilhéu que deu o nome à freguesia que figurava uma sineira, por ter duas pernadas, uma das quais o mar derrubou no primeiro dia de novembro de 1798; 1848 - desmembramento da Quinta Grande da freguesia do Campanário; 1914 - criação do concelho da Ribeira Brava, passando a freguesia do Campanário para o novo concelho e saindo do de Câmara de Lobos; 1948, 8 abr. - visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à freguesia; 1955 - início dos contatos com o presidente do Conselho e os Monumentos Nacionais para a construção de uma nova igreja (Arquivos Salazar, PT/TT/AOS/D-K/5/5/20); 1955, 23 jun. - primeiros projetos do arquiteto João Filipe Vaz Martins (1910-1988), projeto várias vezes alterado e ampliado; 1958 - início das obras da nova igreja; 1963, 15 dez. - sagração da nova igreja; 1966 - montagem na parede poente da Alfândega do Funchal, por indicação do Dr. António Aragão (1921-2008), da antiga porta manuelina da antiga Igreja Matriz do Campanário, que regressou à freguesia do Campanário em 1989.