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Arquipelago de Origem:
Canhas
Data da Peça:
1752-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
19/10/2025
Autor:
Domingos Rodrigues Martins e outros
Chegada ao Arquipélago:
2025-10-19
Proprietário da Peça:
Paróquia da Piedade dos Canhas
Proprietário da Imagem:
Paróquia
Autor da Imagem:
Paróquia
Capela-mor da igreja de Nossa Senhora da Piedade dos Canhas, 1752 (c.), 1880 e seguintes, Ponta do Sol, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Fachada da igreja de Nossa Senhora da Piedade dos Canhas.
    Projeto de Domingos Rodrigues Martins (c. 1710-1781), construção de 1752 (c.), 1880 e seguintes.
    Fotografia da Paróquia, agosto de 2024.
    Sítio do Jangão, Canhas, Ponta do Sol, ilha da Madeira.

    O topónimo ‘Canhas’ provém do sobrenome do primeiro povoador desta localidade, João do Canha, que, nos meados do século XV, ali se estabeleceu.  O seu filho, Rui Pires de Canha, era proprietário de uma fazenda de canas-de-açúcar. De “terras dos Canhas” depressa passou a “Canhas”. No litoral desta freguesia, localiza-se o sítio denominado, nos dias de hoje, ‘Anjos’, topónimo que remonta ao início do povoamento da ilha. De facto, na primeira metade do século XV, alguns frades franciscanos fixaram-se neste lugar ermo e ergueram uma capela dedicada a Santa Maria dos Anjos. Primitivamente, pertencia à freguesia da Ponta do Sol.
    O alvará régio, de 30 de janeiro de 1577, conferiu ao bispo do Funchal, D. Jerónimo Barreto (1543-1589) a faculdade de criar a paróquia dos Canhas, desagregando-a da Ponta do Sol. O primeiro vigário de que temos conhecimento vem referido em carta régia de 9 de junho de 1581, padre Diogo da Silva, com um ordenado anual de 200 rs., aumentados a 3 de outubro de 1588 com 30 alqueires de trigo e um quarto (de pipa) de vinho para as despesas da sacristia.
    A sua primeira sede foi a Capela de Sant’Iago, traçada por João Gonçalves Zarco, mas já referindo o alvará régio de 16 de julho de 1581 a mercê anual de 4$000 rs., à Fábrica de Nossa Senhora da Piedade dos Canhas. Por diversas vezes, veio este templo a ser reedificado, havendo mandado do Conselho da Fazenda de 15 de março de 1676 para se fazer a obra da capela-mor da dita igreja, arrematada por Salvador Lopes, por 419$000 rs. Bastante danificada pelo terramoto de 1748, teve alvará régio de 20 de junho de 1752 para reedificação, obras que se teriam arrastado bastante.
    O bem conhecido monumento a Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), nos Canhas, foi mandado construir por D. Matilde Amália da Trindade Cabral de Noronha (1890-1973) e o seu marido, Francisco Cabral de Noronha (?-1962). A bênção da primeira pedra ocorreu no dia 17 de outubro de 1954, sendo a inauguração em 31 de maio de 1964, enquadrada no programa das celebrações do «28 de maio», data fundadora da ditadura que perdurou em Portugal até à «Revolução do 25 de abril». O projeto escultórico é da autoria de Anjos Teixeira (1908-1997). A escultura, no arco central, é obra de José Ferreira Thedim (1892-1971). Para o Calvário, culmina a Via-Sacra ao longo da estrada regional. Este monumento de fé foi construído com a contribuição dos promotores da iniciativa, população local, emigrantes, Câmara Municipal da Ponta do Sol, Ministério das Obras Públicas e de outras entidades religiosas. Pelo seu destaque na paisagem dos Canhas e afetos religiosos da população, está representado no brasão da autarquia. Ct. Nelson Veríssimo, "Canhas" in Freguesias da Madeira, Funchal Notícias, 18 de outubro de 2025.