Capela de São José e Escola Nuno Álvares, 1924 e 1930, Largo da Achada da Camacha, ilha da Madeira.
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Descrição
Capela de São José e Escola da Cruzada de Nuno Álvares.
Beato Nuno Álvares Pereira (1360-1431), o Santo Condestável
Alvenaria mista de pedra e gesso pintado, 1924 e 1930.
Irmãs de Nossa Senhora das Vitórias
Fotografia de 2025.
Largo da Achada da Camacha, ilha da Madeira.
Capela-escola fundada pelo jovem Abel Ferreira de Nóbrega (1904-1924), com o apoio dos pais, Alfredo Ferreira de Nóbrega e de Josefina Iria de Nóbrega, assim como da família do conselheiro Aires de Ornelas, como D. Joaquina Saldanha da Gama, D. Maria de Jesus Sousa Holtein e D. Luiza de Ornelas Tomaszswsky, entre outras pessoas. A obra insere-se na campanha da Cruzada Nacional Nuno Álvares Pereira e no Integralismo Lusitano, tendo Nuno Alvares Pereira sido beatificado pela Igreja Católica, em 23 de Janeiro de 1918, embora o mesmo movimento não conhecesse o total apoio de Aires de Ornelas (cf. trabalho de Justino Rodrigues, Abel Ferreira de Nóbrega e a Capela de S. José, Escola Nuno Alvares Pereira, Camacha, 1920 - 1980, Mestrado em Estudos Regionais e Locais, Universidade da Madeira, 2009 e 2010.
Aires de Ornelas e Vasconcelos (Camacha, 5 Mar. 1866; Lisboa, 14 Dez. 1930) era filho do morgado Agostinho de Ornelas e Vasconcelos e D. Maria Joaquina Saldanha da Gama, tendo casado com D. Maria de Jesus de Sousa e Holstein e sido oficial do Exército nas campanhas coloniais, em Moçambique, onde fora chefe-de-estado-maior de Mouzinho de Albuquerque (1955-1902). Tendo entrado para a camara alta das Cortes, em 1901, em 1905 passava a governador de Lourenço Marques e, depois, a ministro da Marinha e Colónias, organizando a viagem de instrução do príncipe real D. Luís Filipe (1887-1908) às colónias em 1907. Com a implantação da República pediu a exoneração do Exército, passando a residir no estrangeiro, mas mesmo assim ainda representou a Madeira como deputado nas eleições de 1919, na República Nova e depois de se envolver pessoalmente na Revolta de Monsanto do ano anterior, para reimplantar a Monarquia. Passou depois a lugar-tenente do rei D. Manuel II (1889-1932) e, residindo pontualmente na Camacha, organizou a Cruzada de Nuno Álvares e, em 1927, veio a levantar o monumento ao Sagrado Coração de Jesus como Cristo-Rei, na Ponta do Garajau, inaugurado a 30 out. 1927 com uma segurança dos escuteiros de Portugal.