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Arquipelago de Origem:
Madeira (Região Autónoma)
Data da Peça:
1960-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
11/07/2021
Autor:
Max Römer e Luís Marino
Chegada ao Arquipélago:
2021-07-11
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado/Max Römer
Capa de Max Römer da Musa Insular (Poetas da Madeira), Luís Marino, Funchal, Editorial Eco do Funchal, Lda.,1960, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Luís Marino, Musa Insular (Poetas da Madeira), Funchal, Editorial Eco do Funchal, Lda.,1960, ilha da Madeira
    (1909-1996)
    Capa de Max Römer (1878-1960)

    Luís Marino, nome literário ou pseudónimo de Luís Gomes da Silva (1909-1996), nasceu na freguesia da Sé, Funchal, a 3 de março de 1909, filho de António Gomes da Silva e de D. Júlia dos Santos Silva. De 1924 a 1969 foi empregado na Indústria dos Bordados da Madeira, mas esteve sempre ligado ao jornalismo, escrevendo inicialmente para o semanário O fixe, e, posteriormente, foi secretário e depois redator do semanário A Madeira nova (1932-1935). Colaborou com os periódicos: A Voz da Madeira; Comércio do Funchal; Eco do Funchal; A Ilha; O Povo; O Jornal; Re-Nhau-Nhau; O Bombeiro; Diário da Madeira; Almanaque Madeirense entre outros. Em 1938 foi laureado com Menção Honrosa no Concurso de Quadras Populares, organizados pela revista Cultura e Recreio, de Lisboa. Em 1941-42 obteve três Menções Honrosas nos Jogos Florais da Madeira, organizados pelo jornal Eco do Funchal. Em 1946 repetiu a proeza, desta feita nos Jogos Florais organizados pelo “Ateneu Comercial do Funchal”, com “O Pobre e o Rico”, depois editado em 1961. Em 1950 e 1960 recebeu Menção Honrosa e Primeiro Prémio nos Jogos Florais dos Açores, promovidos pelo “Clube Asas do Atlântico”, poemas que foram radiodifundidos pela Emissora de Santa Maria. Em 1951 ganhou o primeiro prémio nos Jogos Florais de Portugal, promovidos pela “Propaganda Turística Portuguesa” de Lisboa, versos que foram declamados por João Villaret (1913-1961). Foi homenageado no dia 2 de outubro de 1984 pela Secretaria Regional do Turismo e Cultura, mas o seu estado de saúde não lhe permitiu estar presente, pelo que foi o prémio entregue à sua esposa Maria José de Freitas Silva.  Faleceu a 12 de julho de 1996, segundo a sua Certidão de Óbito e foi sepultado no Cemitério de São Martinho dois dias após. O seu nome figura no livro Dicionário de Escritores e Artistas Portugueses Contemporâneos (Blog BMFunchal).
    Maria da Trindade Mendonça (1916-1997). Notável jornalista e escritora, que desenvolveu múltiplas iniciativas com personalidades de renome e desafiadoras para o regime político da altura, tendo a sua criatividade pioneira deixado marcas em vários projetos culturais da Madeira apesar do controlo da censura e da Pide. Era natural de Nordeste, Açores, onde nasceu a 16 de fevereiro de 1916. Era filha de Maria Raposo e de Manuel Franco de Mendonça e viveu a maior parte da sua vida no Funchal. Começou a escrever aos 16 anos de idade e foi correspondente de vários jornais portugueses. Primeiro como chefe de redação e depois como diretora, foi notável a sua passagem pelo jornal Eco do Funchal, desde 1951. Era de periodicidade semanal e Maria de Mendonça mudou-o para trissemanário e introduziu-lhe várias secções, sobretudo culturais e recreativas, tendo especial interesse: «Cultura & Recreio» e «A Canoa», organizada por Maria do Carmo Leite Monteiro Rodrigues (Funchal, 16 jul. 1924 - Prazeres, 5 maio 2014). A jornalista Maria Mendonça foi ainda diretora e proprietária do jornal satírico da Madeira, o Re-Nhau-Nhau (1929-1977). Durante 48 anos e em ambiente de apertada censura, este jornal chamou a atenção para inúmeras situações, quer ridículas quer penosas, que só assim puderam expor-se. Fundadora da primeira casa editora do arquipélago da Madeira, publicou obras valiosas como Arquipélago da Madeira – Maravilha Atlântica, da autoria de Maria Lamas; Musa Insular, de Luís Marino, 1960; Falares da Ilha; Sé do Funchal; e a coleção de livros infantis A Canoa, com Maria do Carmo Rodrigues (1924-2014). Publicou também um guia turístico da Madeira, em várias línguas; e a revista turística Semana da Madeira, em colaboração com António Aragão Mendes Correia (1924-2008), Carlos Lélis (1936-) e Aníbal Trindade. Falecida, entretanto, na povoação de Nordeste, na ilha de São Miguel, desenvolveu assim uma importante atividade cultural na Madeira, tendo-se também destacado na realização de encontros literários, tertúlias, principalmente na Livraria Pátio, à Rua da Carreira, sociedade que criou com o apoio e participação de Maria Lamas (Maria da Conceição Vassalo e Silva, 1893-1983), Natália Correia (1923-1993) e Vera Lagoa (Maria Armanda Falcão, 1917-1996), que teria, pontualmente, sido secretária do general Humberto Delgado (1906-1965), entre outras personalidades de renome e desafiadoras para o regime político da altura, causando o desagrado da censura e da Pide, organizando conferências e palestras de variada temática, e dinamizou exposições com artistas plásticos madeirenses, na Madeira e nos Açores. A esta sociedade, com sede na antiga Photographia Vicentes, se ficou a dever a aquisição do espólio/arquivo deste estúdio fotográfico, que corria o risco de dispersão. No continente português foi a primeira pessoa a apresentar obras de autores insulares na Feira do Livro de Lisboa, nos anos de 1954 e 1955. Cf. Ana Isabel de Sousa, Maria Mendonça, uma mulher sem medo, apresentação de Fátima Sequeira Dias, Ponta Delgada, 2001.