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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1990-00-00
Data de Publicação:
18/04/2026
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-18
Proprietário da Peça:
CAM Gulbenkian
Proprietário da Imagem:
Museu do Chiado
Autor da Imagem:
Museu do Chiado
Canto da Maya, Lisboa, CAM da Fundação Calouste Gulbenkian / Instituto Português do Património Cultural, 1990, Portugal

Categorias
    Descrição
    Canto da Maya
    (Ernesto do Canto Faria e Maia, 1890-1981)
    O catálogo apresenta esculturas e desenhos de Canto de Maia. Contém três textos de apresentação, quatro textos sobre o artista e a sua obra de Carlos Antero Ferreira, Aurélio Henriques da Fonseca, Ana Mafalda Barros, José-Augusto França, Raquel Henriques da Silva, Violante Canto da Maia e Paulo Henriques, antologia de textos, biografia cronológica e bibliografia. As obras reproduzidas são acompanhadas de breves comentários. Editado em português e francês (um texto).
    Lisboa, Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian / Instituto Português do Património Cultural, 1990, Portugal

    Catálogo com reprodução do Adão do conjunto Adão e Eva, também designada como Primavera e Hino ao Amor, Paris, 1929-1939 do Museu do Chiado
    Escultura de que há exemplar também no Museu Carlos Machado, hoje (2020-2026) no Núcleo de Santa Bárbara, Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores.
    Trabalho que foi realizado para integrar uma fonte de jardim do arquiteto paisagista Paul Andrieu e que foi exibida no Salão de Outono de Paris em 1929. A obra que marca um ponto alto da maturidade do escultor, foi em 1935 adquirida pelo Estado francês e permaneceu no Museu de Jeu de Paume até 1947. O exemplar do Museu Nacional de Arte Contemporânea foi adquirido em 1939 pelo Estado ao Autor e desconhecendo-se a data da versão dos Açores. Museu Nacional de Arte Contemporânea (Inv. 918), Chiado, Lisboa, Portugal
    Ernesto do Canto Faria e Maia ou somente Canto da Maya (Ponta Delgada, Açores, 1890 – ibidem, 1981) desenvolveu a sua formação artística em Lisboa, Paris, Genebra e Madrid, e a carreira mais consagrada e internacional de um escultor português na primeira metade do século, destacando-se entre os percursores do modernismo figurativo com uma original estética decorativista. Entre Paris e Lisboa, cria esculturas – grandes conjuntos, figurinhas de terracota ou gesso, bustos, baixos-relevos, figuras metafóricas dos ciclos da vida ou da feminidade – cuja expressividade anatómica e idealidade poética foi muito premiada, e escolhida para representar a arte francesa (Tóquio e Osaka, 1926), e Portugal, em várias exposições universais (Paris, 1937; Nova Iorque, S. Francisco, 1939) e na Bienal de S. Paulo (1957). Desempenhou também um papel central na exploração da art déco, colaborando em projetos com célebres arquitetos. Uma viragem a meio da carreira leva-o da pioneira reinvenção da escultura figurativa ao academismo nacionalista, em longa campanha oficial de esculturas monumentais destinadas a enaltecer a propaganda patriótica do Estado Novo, que lhe atribui o Grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1941). Apesar de diferentes fases e faces, a obra de Canto da Maya continua a atrair sucessivas homenagens e retrospetivas desde a década de 30, em Portugal e França.