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Arquipelago de Origem:
Santo da Serra
Data da Peça:
2021-01-05
Data de Publicação:
12/01/2021
Autor:
Campo de Educação Ambiental do Santo da Serra
Chegada ao Arquipélago:
2021-01-12
Proprietário da Peça:
Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal
Proprietário da Imagem:
Raimundo Quintal
Autor da Imagem:
Raimundo Quintal
Campo de Educação Ambiental do Santo da Serra, Eva e Américo Durão, fotografia de Raimundo Quintal, 2021, Santo da Serra, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Campo de Educação Ambiental do Santo da Serra, Eva e Américo Durão.
    Fotografia de Raimundo Quintal, 5 de janeiro de 2021.
    Santo da Serra, ilha da Madeira.

    CAMPO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO SANTO DA SERRA - EVA E AMÉRICO DURÃO
    PONTO DA SITUAÇÃO
    Ontem, no Santo da Serra a precipitação, num período de 6 horas, atingiu o valor mais alto registado na Ilha da Madeira (74,5 mm = 74,5 litros por metro quadrado), quantitativo que se enquadra nos parâmetros do alerta vermelho emitido pelo IMA.
    Os 9 hectares de floresta do Campo de Educação Ambiental do Santo da Serra - Eva e Américo Durão portaram-se muito bem. Não ocorreram escorregamentos ou desabamentos, não tombaram árvores, o ribeiro continua com a água límpida e houve, de certeza, uma importante infiltração, que em muito ajudará a subir o nível freático, que alimenta o posto de captação explorado pela ARM para abastecimento da freguesia do Santo, localizado na parte baixa desta propriedade da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal.
    Hoje o Sol voltou a brilhar e não perdemos tempo. Logo pela manhã começámos a plantar árvores exóticas de folha caduca (Liquidambar styraciflua, Fagus sylvatica, Catalpa bignonioides, Fraxinus excelsior, Fraxinus ornus, Quercus rubra, Juglans nigra) oferecidas pelo IFCN, nas clareiras criadas pelo abate de cerca de cinquenta por cento dos eucaliptos, realizado no ano passado.
    No sector Sul - Sudeste está sendo criada uma floresta mista com espécies exóticas e algumas indígenas, com perenifólias e caducifólias a partilharem o espaço. O interessante efeito cénico começará a ser desfrutado no próximo Outono.
    Em cerca de setenta por cento da área do Campo, o objectivo é ajudar a renascer um núcleo de Laurissilva.
    Após um ano de árduo trabalho de erradicação de árvores, arbustos e herbáceas infestantes, estamos a introduzir as espécies endémicas e indígenas em falta e a reforçar as populações das que estavam escassamente representadas. Já temos todas as espécies arbóreas, a maioria dos arbustos já prosperam e as herbáceas estão ganhando terreno no sub-bosque.
    Neste tempo de grandes incertezas, em que a ameaça do vírus se associa a um ano hidrológico (2020-2021) com um perfil algo semelhante ao ano hidrológico (2009-2010), de má memória, temos o dever de colaborar com a Natureza para que seja Mãe e não madrasta desta frágil Ilha e das suas gentes.
    05.01.2021
    Raimundo Quintal