Image
Arquipelago de Origem:
Sintra
Data da Peça:
1590-00-00
Data de Publicação:
22/01/2021
Autor:
Oficina europeia
Chegada ao Arquipélago:
2021-01-22
Proprietário da Peça:
Palácio Nacional de Sintra
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Cama do quarto de D. Sebastião, oficina europeia, 1590 (c.), Palácio Nacional de Sintra, Portugal

Categorias
    Descrição
    Cama do quarto de D. Sebastião.
    (1554-1578)
    Cama de oficina europeia, 1590 (c.) e seguintes.
    Azulejos de oficina de Sevilha, 1495 (c.) e 1508 (c.).
    Fotografia de 2010.
    Quarto de D. Sebastião ou Câmara de Ouro, Palácio Nacional de Sintra, Portugal.

    A chamada Câmara do Ouro é uma sala do início do séc. XV e que foi perto dos finais do séc. XVI o quarto de dormir do rei D. Sebastião (1554-1578), cujo retrato se observa na sala. Nela pode-se admirar uma cama em ébano de dimensões pouco comuns e ornamentada com pinturas sobre cobre, mas objeto de várias adaptações ao longo dos tempos e, por certo posterior à morte deste rei. O revestimento azulejar da sala é único, constituindo por motivos de parra em alto-relevo do início do séc. XVI, provavelmente já de oficina de Lisboa. O lambril da porta é ainda revestido por azulejos de aresta ou cuenca, com barra de alicatados e o remate superior, por azulejos de corda seca.
    D. Sebastião (1554-1578), sétimo rei da dinastia de Avis, neto do rei João III (1502-1557) de quem herdou o trono com apenas três anos, tendo o pai, o infante D. João (1537-1554), falecido antes do seu nascimento, recebendo assim o cognome de O Desejado. A regência foi assegurada pela sua avó Catarina da Áustria (1507-1578) e pelo cardeal D. Henrique de Évora (1512-1580). Aos 14 anos assumiu a governação manifestando grande fervor religioso e militar. Solicitado a cessar as ameaças às costas portuguesas e motivado a reviver as glórias do passado, decidiu a montar um esforço militar em Marrocos, planeando uma cruzada após Mulei Mohammed ter solicitado a sua ajuda para recuperar o trono. A derrota portuguesa na batalha de Alcácer-Quibir em 1578 levou ao desaparecimento de D. Sebastião em combate e da nata da nobreza, para além dos dois Reis de Marrocos, o que levou esta batalha a ser conhecida pela Batalha dos Três Reis, iniciando a crise dinástica de 1580 que levou à perda do trono para a dinastia Filipina e ao nascimento do mito do Sebastianismo, mas também à unificação de Marrocos.