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Arquipelago de Origem:
Madeira
Data da Peça:
1980-00-00
Data de Publicação:
24/02/2022
Autor:
Oficina do Funchal (atr.)
Chegada ao Arquipélago:
2022-02-24
Proprietário da Peça:
Museu Etnográfico da Madeira
Proprietário da Imagem:
Museu Etnográfico da Madeira
Autor da Imagem:
Museu Etnográfico da Madeira
Brinquinho ou bailhinho, 1980 (c.), Museu Etnográfico da Madeira, Ribeira Brava, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Brinquinho ou bailhinho.
    Madeira esculpida e pintada, tecido, metal, cana e outros materiais, 82,5 x 29 cm. (Diâm.).
    Oficina do Funchal (atr.), 1980 (c.).
    Peça composta por onze bonecos (figuras masculinas e femininas) de pano com trajes tradicionais, portadores de castanholas e fitilhos, dispostos na extremidade de uma cana de roca, em duas séries circulares e de diâmetro desigual, uma com quatro e outra com seis e encimado por uma destas figuras. Possui caricas acopladas com pregos, que funcionam como castanholas. Uma verga com um cabo em madeira, entra na cana e imprime o movimento ascendente e descendente.
    Museu Etnográfico da Madeira (MEM96/76), Ribeira Brava, ilha da Madeira

    O brinquinho ou “bailhinho”, designações populares utilizadas na Madeira, é um dos instrumentos musicais tradicionais madeirenses mais divulgados, sendo a cana vieira uma das matérias-primas utilizadas na sua construção. É um idiofone misto de concussão direta, composto por um conjunto de bonecos em pano (usualmente sete figuras, masculinas e femininas), trajando indumentária tradicional, portadores de castanholas nas costas e fitilhos, dispostos na extremidade de uma cana de roca, em duas ou mais séries circulares, de diâmetro desigual e encimado por uma destas figuras. É ornamentado, ainda, com tampas de garrafas (caricas), que também funcionam como castanholas. Era costume, nos arraiais, para entretenimento, o povo formar rodas, tocando, cantando e dançando – os chamados brincos - termo que estará, provavelmente, relacionado com a designação deste instrumento. Este instrumento possui um arame, o qual entra na cana, e o tocador segura no cabo imprimindo movimentos verticais, que fazem tocar as castanholas. É utilizado usualmente para marcar compasso. Sendo o seu uso mais comum entre os grupos de folclore da Região, também aparece isolado pelas mãos do povo, nos arraiais tradicionais. Embora a sua origem seja incerta, segundo alguns autores este instrumento terá sido trazido para o arquipélago pelos primeiros colonizadores, estando a sua origem provavelmente relacionada com um instrumento que era utilizado nas Regiões do Minho e do Douro: a charola ou cana de bonecos (Texto MEM).
    Bibliografia: Catálogo da “1ª Mostra instrumentos musicais populares: recolha, restauro, construção”, Direção Regional dos Assuntos Culturais, Câmara Municipal do Funchal, 1982; CAMACHO, Rui, TORRES, Jorge; Catálogo “Instrumentos musicais da tradição popular madeirense”, Centro de Documentação Musical Xarabanda, 2006.