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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1740-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
20161101
Autor:
Não identificado
Chegada ao Arquipélago:
2004-06-20 00:00:00
Proprietário da Peça:
Estado Maior do Exército
Proprietário da Imagem:
Rui Carita
Autor da Imagem:
Rui Carita
Brasão de Armas do visconde de Barbacena, 1740 (c.), Lisboa, portugal

Categorias
    Descrição
    Brasão de Armas.
    armas dos Castros do Rio, duas faixas de água ondeada entre nove arruelas, e o dos Mendonça, franchado com a legenda "Ave Maria".
    Mármore esculpido, 1740 (c.)
    Palácio Barbacena.
    Antigo palácio da Mitra do Campo de Santa Clara.
    Messe de Oficiais do Exército.
    Largo de Santa Clara, Lisboa, Portugal.

    Palácio setecentista mandado construir, no segundo quartel do séc. XVIII, pelo 4º Visconde de Barbacena, Luís Xavier Furtado de Mendonça (1692-c. 1760), segundo projeto do arq. Manuel da Costa Negreiros (1701-1750). Pouco afetado pelo Terramoto de 1755, manteve-se na posse da família até 1854, altura a partir da qual conheceu sucessivas obras de remodelação e adaptação tendo em conta as suas várias ocupações. Foi Residência Patriarcal e daí a designação de Palácio da Mitra, Hospital Militar, até que, em 1925, acolheu a Messe Militar, que aí permanece atualmente. Traduzindo uma arquitetura barroca, as suas fachadas caracterizam-se pela regularidade na abertura dos vãos e pela uniformidade das janelas de sacada abertas para varandas assentes sobre mísulas e coroadas por ática. A sua fachada voltada para o Campo de Santa Clara exibe o brasão dos Barbacenas, no intervalo das duas varandas centrais do andar nobre, que sobrepujam os portais. As duas torres que definem os cantos do edifício são totalmente revestidas a pedra rusticada até ao piso nobre, monumentalizadas por estípites que ladeiam as janelas de sacada e encontram-se rematadas por cornija saliente, sustentada por mísulas lavradas. No interior merece destaque o património azulejar setecentista da portaria, da escadaria principal e de algumas salas, onde estão representadas cenas de género, de paisagem e de caça, uma figura recortada, de capa e espada, para além dos tetos com pinturas de Vieira Portuense e de José António Narciso.
    Cronologia:
    Séc. 18, 1.º metade - mandado construir pelo 4º Visconde de Barbacena, Luís Xavier Furtado de Mendonça (1692-c. 1760), segundo projeto de Manuel da Costa Negreiros (1701-1750), altura da colocação das armas dos Castros do Rio, duas faixas de água ondeada entre nove arruelas, e o dos Mendonça, franchado com a legenda "Ave Maria".; 1790 (c.) - trabalhos de pintura dos tetos pelo pintor Francisco Vieira (O Portuense) (1765 - 1805); séc. 19 - idem do pintor José António Narciso, sala com Vénus e Cupido; 1854 - por morte do 2º Conde de Barbacena, o palácio passa para as mãos de herdeiros que, anos depois o vendem em leilão; 1864 - o cardeal D. Manuel Bento Rodrigues da Silva (1800-1869) vende o Palácio da Mitra em Marvila ao Marquês de Salamanca, D. José de Salamanca y Mayol (1811-1833), para financiar a compra do Palácio dos Condes de Barbacena, a partir do que ali se instalaram os cardeais e realizaram obras de beneficiação; Séc. 19, finais - o palácio, que fora entregue ao Ministério da Guerra, serve, durante algum tempo, de hospital militar de emergência; 1925 - instala-se a Messe dos Oficiais do Exército (dados a partir dos de João Machado, 2005).