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Arquipelago de Origem:
Santo António (Funchal)
Data da Peça:
1904-01-03 00:00:00
Data de Publicação:
03/08/2022
Autor:
Diário de Notícias do Funchal
Chegada ao Arquipélago:
2022-08-03
Proprietário da Peça:
ABM/ARM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM
Autor da Imagem:
ABM/ARM/Rui Carita
Bênção do cemitério de Santo António, Diário de Notícias do Funchal, 3 de janeiro de 1904, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Bênção do cemitério de S. António.
    Notícia de que D. Manuel Agostinho Barreto (1835-1911) com os cónegos Henrique Modesto Bettencourt e António Homem de Gouveia iam proceder nesse dia à cerimónia.
    Seguia-se copo-de-água na residência do empreiteiro João Pinto Correia.
    Segunda vigência de José Ribeiro da Cunha (II) (1854-1915) como governador civil do Funchal.
    Diário de Notícias, edição de António André Martins, Funchal, domingo, 3 de janeiro de 1904, p. 1, ilha da Madeira.

    D. Manuel Agostinho Barreto (Pedrógão Grande, 7 dez. 1835; Funchal, 26 jun. 1911). Cónego na sé de Lamego, vigário-geral e governador do bispado, foi apresentado bispo do Funchal em 1877 e dado como um dos prelados mais notáveis do seu tempo, como haveria de ser nomeado, depois, numa reunião secreta em Lisboa, em 1916, convocada por Sidónio Pais (Cit. padre Eduardo Clemente Pereira, Ilhas de Zarco, 1.º vol., Funchal, 1968, p. 454).
    António Homem de Gouveia (Ponta do Pargo, 15 dez. 1869; Funchal, 29 jul. 1961) era filho da António Homem de Gouveia e Josefina Maria de Gouveia, frequentou o Seminário Diocesano e ordenou-se a 23 de Setembro de 1893. Exerceu funções em várias paróquias, mas seria nomeado cónego da Sé em 1893, exercendo funções junto da Dioceses, mas igualmente civis, tendo presidido à Junta Geral e sido deputado na legislatura de 1905 a 1906 e de 1906 a 1907. Profundo conhecedor de várias línguas, fundou o primeiro diário católico, o Correio do Funchal, tendo sido capelão dos ex-imperadores Carlos de Áustria e Zita de Bragança e Bourbon-Parma.
    José Ribeiro da Cunha (II) (1854-1915). Nascido na área de Algés a 5 de dezembro de 1854, era filho do importante financeiro também José Ribeiro da Cunha (1813-1883), que tinha feito fortuna na exploração do contrato de tabaco e, entre 1871 e 1877, levantou um palacete na área da Patriarcal Queimada, hoje Largo Príncipe Real, nos finais do século passado sede da reitoria da Universidade Nova de Lisboa. O filho, bacharel em direito pela Universidade de Coimbra, tendo casado no Funchal com Josefina de Ornelas e Vasconcelos de Castelo Branco Manoel (1864-1919), filha do 2.º Barão de São Pedro (1837-1911) , quadro superior do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o sogro chamou-o à carreira diplomática, sendo governador civil do Funchal com o gabinete Regenerador Hintze-Franco (1849-1907) e (1855-1929), entre 9 de abril de 1896 e 4 de fevereiro de 1897. Ribeiro da Cunha secretariou depois a delegação portuguesa à Conferência de Paz de Haia, em 1899, que integrava o conselheiro Agostinho de Ornelas de Vasconcelos (1836-1901) e o filho Aires de Ornelas (1866-1930) , sendo colocado à última hora, de novo, como governador do Funchal para receber a Visita Régia de junho de 1901. Voltaria a ocupar o lugar em 1906 e, ainda em 1910, estando em São Lourenço quando se deu a aclamação da República, sendo assim o único que ocupou este lugar por quatro vezes. Viria a falecer, em Lisboa, a 14 de maio de 1915, atingido por estilhaços de uma granada lançada contra a sua residência no Alto de Santa Catarina.