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Arquipelago de Origem:
Tomar
Data da Peça:
1937-00-00
Data de Publicação:
12/05/2020
Autor:
Humberto Delgado e Fernando de Oliveira
Chegada ao Arquipélago:
2020-05-12
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Auxiliar do Graduado da Legião, capitão Humberto Delgado e tenente Fernando de Oliveira, Tomar, Tipografia e papelaria A Gráfica, 1937, Portugal

Categorias
    Descrição
    Auxiliar do Graduado da Legião, guerra de ruas e guerra de guerrilhas.
    Capitão Aviador do Estado Maior Humberto Delgado, adjunto do comando-geral da Legião Portuguesa e tenente Fernando de Oliveira, comandante do batalhão legionário de Tomar.
    Tomar, Tipografia e papelaria A Gráfica, 1937, Portugal

    Humberto da Silva Delgado (Brogueira, Torres Novas, 15 maio 1906; Villanueva del Fresco, Badajoz, 13 fev. 1965). Aluno do Colégio e da Escola do Exército, em maio de 1926, enquanto aluno-piloto em Sintra, conseguiu que a Escola Prática de Infantaria de Mafra aderisse ao 28 de Maio. Durante a ditadura Militar, Humberto Delgado foi um dos jovens tenentes, que apoia o mais forte núcleo dos militares, disposto a todos os sacrifícios para não regressar à Primeira República. A grande viragem na vida de Delgado dá-se em fins de 1941, quando o ministro Santos Costa o chama para lhe entregar uma missão secreta em Inglaterra: recolher vários dados que permitam a construção de uma base aérea nos Açores, assunto com que se articularia com Craveiro Lopes, sendo dos oficiais que negociaram o Acordo das Lajes com os ingleses e, depois, com os norte-americanos. A partir de 1944, nomeado diretor do Secretariado de Aeronáutica Civil, sendo um dos responsáveis pela instalação da TAP (Transportes Aéreos Portugueses) o que o leva frequentes vezes aos Estados Unidos. Em 1952 é nomeado adido militar e do Ar em Washington e representante de Portugal da NATO, vivendo nos Estados Unidos durante cinco anos. Regressa a Lisboa em 1957, sendo já considerado politicamente perigoso, uma vez que as suas experiências na NATO e o facto de ter vivido nos EUA mudara o seu modo de pensar. Aproxima-se pouco a pouco dos liberais e é convidado para se candidatar à Presidência. A princípio teve grandes apoios, mas depois todos lhe foram negados, no entanto, não tardou a ter o apoio oficial de todos os grupos da oposição. Surgiram grandes revoltas no Porto e em Lisboa. Mas apesar do largo apoio da população, sob a designação de "general sem medo", perde as eleições para Américo Tomás, devendo os resultados eleitorais terem sido manipulados em favor do regime. Passadas as eleições, tornou-se um homem isolado e incómodo para praticamente todas as forças políticas que o apoiaram e também para os americanos, exilou-se no Brasil, onde ainda entrará na Operação Liberdade. Após ter viajado por Argélia, Itália e França, foi assassinado às mãos do regime, por elementos da PIDE, perto de Badajoz, junto da fronteira portuguesa, com Arajaryr Campos, sua secretária.