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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1921-04-06
Data de Publicação:
06/05/2020
Autor:
Ilustração Portuguesa
Chegada ao Arquipélago:
2020-05-06
Proprietário da Peça:
Ilustração Portuguesa
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Fotógrafo da Ilustração Portuguesa
Ataúde do Soldado Desconhecido de África no cruzador República à chegada Lisboa, 6 de abril de 1921, Portugal

Categorias
    Descrição
    Ataúde do Soldado Desconhecido de África no cruzador República à chegada Lisboa
    Soldado de África vindo do Funchal para Lisboa.
    Lisboa, 6 de abril de 1921.
    Portugal

    Desde o final do século XIX que em relação ao Mosteiro da Batalha, um conjunto de motivos de carácter cultural ditaram uma leitura histórica de referência nacionalista e celebrativa que justificou, mais tarde, ter sido escolhido para fiel guardião do Soldado Desconhecido, tornando-se cenário de patrióticas visitas, qual santuário votivo da alma nacional. No dia 9 de Abril de 1921, em memória da Batalha de La Liz, foram conduzidos para o Mosteiro da Batalha, Templo da Pátria, os dois Soldados Desconhecidos, vindos da Flandres e da África Portuguesa, este último alvo no Funchal, quando da sua passagem, de expressiva homenagem nacionalista, representando os gloriosos mortos das expedições enviadas aos referidos teatros de operações e simbolizando o sacrifício heroico do Povo Português. Sepultado sob a arrojada abóbada da Casa do Capítulo e alumiado pela Chama da Pátria do lampadário monumental neogótico, da autoria de Lourenço Chaves de Almeida, o seu túmulo tem Guarda de Honra e a proteção do mutilado Cristo das Trincheiras, que no território de Neuve-Chapelle, na Flandres fora companheiro constante das tropas portuguesas.
    Túmulo do soldado desconhecido é o nome que recebem os monumentos erigidos pelas nações para honrar os soldados que morreram em tempo de guerra sem que os seus corpos tenham sido identificados. Por vezes é um túmulo simbólico, ou cenotáfio, evocando todos os elementos que morreram em determinado conflito sem identidade conhecida, embora alguns contenham os restos mortais de soldados falecidos durante esses acontecimentos. O primeiro memorial conhecido é o monumento ao Landsoldaten ("Soldado de infantaria") de 1849 na Dinamarca, a que se segue outro memorial do soldado desconhecido da Guerra Civil dos Estados Unidos, de 1866. A tradição moderna desta prática foi iniciada com a Primeira Guerra Mundial, a partir de 1920, no Reino Unido, Portugal, França, etc.