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Arquipelago de Origem:
Santa Maria Maior (Funchal)
Data da Peça:
1940-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
14/12/2017
Autor:
João Rodrigues e Battistini
Chegada ao Arquipélago:
2004-08-06
Proprietário da Peça:
Câmara Municipal do Funchal
Proprietário da Imagem:
Rui Carita
Autor da Imagem:
Rui Carita
Assinatura de João Rodrigues, Faiança Battistini de Maria Portugal, 1940, Mercado dos Lavradores, Funchal, ilha da Madeira

Categorias
  • Arquitectura Civil
    • Edifício público
  • Artes Decorativas
    • Azulejos
  • Heráldica, emblemática e numismática
    • Municipal
  • Personalidades
    • Pintores, gravadores e douradores
Descrição
"Faiança Battistini" de Maria de Portugal. Sua composição. João Rodrigues pintou
Faiança Battistini, 1940.
Assinatura do painel Floristas (I).
Entrada do Mercado dos Lavradores.
Fotografia de 2004.
Câmara Municipal do Funchal, ilha da Madeira.

O Mercado dos Lavradores foi projectado pelo arquitecto Edmundo Tavares e inaugurado a
24 Nov. 1940, na vigência da presidência da câmara do Funchal do Dr. Fernão Ornelas.
Leopoldo Battistini (Jesi, Ancona, 12 jan. 1865; Lisboa, 4 jan. 1936) foi um pintor e ceramista, que declarava ser "professore di disegno ornamentale" quando emigrou de Itália para Portugal em Junho de 1891, tendo, inicialmente, sido professor em Coimbra. Depois do breve matrimónio com Clotilde Pinto (entre 1899 e 1903), Battistini manteve com Maria de Portugal uma relação afectiva que se prolongou por cerca de dezoito anos, que levaram à sua transferência para Lisboa, em 1903, onde passou a lecionar na Escola Marquês de Pombal. Depois de quase duas décadas de ensino e bem-sucedidas exposições de pintura, Batistini assumiu em 1921, com Viriato Silva, a recuperação e administração da fábrica Constância, que entre 1930 e 1936, do seu falecimento, por homenagem de Maria de Portugal, passou a ostentar o seu nome o nome de ambos, tendo sido João Rosa Rodrigues o principal pintor.
Maria de Portugal (pseudónimo de Albertina dos Santos Leitão, 1884-1971), discípula e musa de Leopoldo Battistini (1865-1936), notável ceramista, mas também escritora e pintora, surge retratada em vários obras de Battistini datadas das décadas de 1910 e 1920. Discípula de Leopoldo Battistini, à época proprietário da Fábrica Constância, nos anos 30 do século XX ela própria assumiu a direção artística da fábrica e tornou-se sua proprietária, daí a inscrição Compª de Maria de Portugal, que aparece depois de 1930.
A Fábrica Constância foi fundada em 1836, na Rua de S. Domingos à Lapa, às Janelas Verdes, mas só em 1842 adotou o nome que, com uma ou outra variante, se mantém até hoje. Ali trabalhou, logo no início, um nome muito importante da cerâmica portuguesa do século XIX, Wenceslau Cifka, artista boémio multifacetado, que veio para Portugal como acompanhante do nosso rei-artista, D. Fernando, marido de D. Maria II.