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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1974-05-19
Data de Publicação:
10/07/2022
Autor:
Hemeroteca digital de Lisboa
Chegada ao Arquipélago:
2022-07-10
Proprietário da Peça:
Hemeroteca digital de Lisboa
Proprietário da Imagem:
Hemeroteca digital de Lisboa
Autor da Imagem:
Hemeroteca digital de Lisboa
As Três Marias das Novas Cartas Portuguesas, Lisboa, maio de 1974, Portugal

Categorias
    Descrição
    As Três Marias das Novas Cartas Portuguesas: Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa e Maria Isabel Barreno
    50 anos de um livro que marcou a História
    Fotografia Manchete, Lisboa, 25 de junho de 1974, Flama, 17 de maio de 1974 e outros, Portugal.
    Hemeroteca digital de Lisboa, Portugal.

    Maria Teresa Mascarenhas Horta (Lisboa, 1937; -). Descendente pelo lado materno da marquesa de Alorna, tornou-se desde os anos 70 membro activo do Movimento Feminista, integrando o grupo Poesia 61 e dirigindo a revista Mulheres; Maria Isabel Barreno (Lisboa, 1939; 2016). Licenciada em Histórico-Filosóficas, foi Prémio Fernando Namora em 1991 e Prémio PEN Club Camilo Castelo Branco em 1993; Maria de Fátima Velho Bruto da Costa (Lisboa, 1938; 2020).
    Maria de Fátima Bívar Velho Bruto da Costa (Lisboa, 26 jun. 1938; idem, 23 maio 2020) era licenciada em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa e tinha o curso de Grupo-Análise da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria. Foi ajunta do secretário de Estado da Cultura (1979), do Governo de Maria de Lourdes Pintasilgo (1930-2004), leitora do King's College em Londres, presidente da Associação Portuguesa de Escritores e adida cultural em Cabo Verde. Ficcionista, ensaísta e dramaturga, consagrada com o livro Maina Mendes, 1969 e as suas crónicas em vários periódicos, associando-se com Maria Isabel Barreno (1939-2016) e Maria Teresa Mascarenhas Horta (1937-), descendente, pelo lado da mãe, da célebre marquesa de Alorna, lançariam as Novas Cartas Portuguesas, em 1972, um livro que se tornou um marco no nosso país pela abordagem da situação das mulheres nas sociedades contemporâneas, que as levaria a tribunal, entendidas como adversas ao regime e aos costumes, pelo seu «conteúdo insanavelmente pornográfico e atentatório da moral pública». A sua escrita situa-se numa linha de experimentalismo linguístico que viria a renovar a literatura portuguesa nos anos 60 e, como afirmou Eduardo Lourenço (1923-2020), é «de um virtuosismo sem exemplo entre nós». Em 1997, foi-lhe atribuído o Prémio Vergílio Ferreira da Universidade de Évora, pelo conjunto da sua obra e em 2002, foi distinguida com o Prémio Camões, cujo júri lhe elogiou «a inovação no domínio da construção romanesca, no experimentalismo e na interrogação do poder fundador da fala».