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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1783-00-00
Data de Publicação:
15/09/2025
Autor:
Frei Manuel de Santo António e Silva
Chegada ao Arquipélago:
2025-09-15
Proprietário da Peça:
IAN/TT
Proprietário da Imagem:
IAN/TT
Autor da Imagem:
IAN/TT
Armas dos Perestrelos, Tesouro da Nobreza, frei Manuel de Santo António Silva, 1783, Lisboa, Portugal

Categorias
    Descrição
    Armas da família dos Perestrellos.
    Aguarela sobre papel.
    Tesouro da Nobreza de frei Manuel de Santo António e Silva, da Ordem de São Paulo, o reformador do Cartório da Nobreza (perdido em 1755), 1783.
    Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Cartório da Nobreza, livro 16, n.º 30, fl. 179, Portugal.

    Refere este texto que precedem os Perestrellos de Filipe Perestrello, cavaleiro lombardo da cidade de Placência, que tinha vindo para Portugal talvez nos últimos anos do século XIV e integrara depois a casa da rainha D. Leonor de Aragão (1402-1445), mulher em 1428 do então infante D. Duarte (1391-1438), recebendo armas ainda no tempo do rei D. João I (1357-1433), embora só lhe tendo sido passada a carta de armas em 1437. O filho Bartolomeu Perestrelo (c. 1394-1457) tinha sido da casa do infante D. João (1400-1442), mestre da Ordem de Santiago e depois da casa do infante D. Henrique (1394-1460), aqui se escrevendo que foi mandado pelo infante D. João a "descobrir a ilha do Porto Santo na armada de 1418", mas o que não é verdade, pois só veio na seguinte armada de 1420 (c.). Bartolomeu foi nomeado 1.° Capitão-Donatário Hereditário da Ilha de Porto Santo a 1 de novembro de 1446 (Também no Livro das Ilhas, fl. 93), mas o senhorio só foi passado a 1 de setembro de 1449. Tendo vindo por 1420 tomar posse oficial do arquipélago da Madeira e do Porto Santo, já como fidalgo e com a indicação de ficar com a capitania da segunda ilha, cujas dimensões se desconheciam, com os escudeiros do infante D. Henrique, Tristão (c. 1395-1480) e João Gonçalves Zarco (c. 1390-1471), foi, com certeza e como fidalgo, o chefe da expedição, que os cronistas atribuem, depois a Zarco e Tristão. No entanto, a primeira carta de doação do Infante,  de 11 de março de 1440, foi para Tristão e da capitania de Machico, só depois se passando a do Porto Santo para Bartolomeu Perestrelo e, finalmente, só a 1 de novembro de 1450, se passou a doação da capitania do Funchal a Zarco.