Image
Arquipelago de Origem:
Portugal
Data da Peça:
1970-00-00
Data de Publicação:
12/08/2020
Autor:
Franz-Paul de Almeida Langhans (atr.) e outros
Chegada ao Arquipélago:
2020-08-12
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Armas Corporativas da FNAT, Lisboa, FNAT, 1970 (c.), Portugal.

Categorias
    Descrição
    Armas Corporativas da Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho, FNAT
    Projeto inicial de Franz-Paul de Almeida Langhans (atr.), Lisboa.
    Desenho de 1970 (c.)
    Lisboa, Portugal.

    Franz-Paul de Almeida Langhans (1908-1986) foi durante uma década secretário pessoal do professou doutor António de Oliveira Salazar (1951-1961), passando depois para a Fundação Gulbenkian e desenvolvendo trabalhos na Heráldica em geral e na Corporativa, e na área dos primeiros estudo de antropologia luso-atlântica, como Estudo do Homem Português, 1968 e Estudo das Maneiras de Viver do Homem Luso-Português, 1970.
    Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho, FNAT (junho de 1935) foi uma organização copiada por António Ferro (1895-1956) da organização nacional-socialista Kraft durch Freude (1935-1939), “A Força pela Alegria”, departamento recreativo da Frente Alemã para o Trabalho. Os cruzeiros atlânticos organizados pela KdF escalaram o Funchal em março de 1935 e vinha a bordo Robert Ley (1890-1945), diretor da DAF, Deutsche Arbeitsfront (Frente de Trabalho Alemã ou Frente Alemã para o trabalho), que, depois, em Lisboa, se encontrou com António Ferro. Estes cruzeiros foram uma encenação político-cultural da amizade luso-alemã, onde a montagem propagandística por detrás da organização KdF era engenhosamente arquitetada, baseando-se em diversos formatos e meios visuais, recorrendo a brochuras, manuais de bolso, postais dos navios fretados pela KdF com versos de canções, livros com fotografias dos cruzeiros, publicidade na imprensa e em revistas, exibição de filmes baseados nas viagens da KdF e exposição de cartazes em vários locais públicos, tal como depois a FNAT em Portugal. Com um trabalho reconhecido na preservação do património cultural popular e na ocupação dos tempos livres, tal como um parque hoteleiro próprio, após o 25 de abril de 1974, refundou-se como Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres, I. P. (INATEL).