Apresentação do engenheiro Danilo Matos como membro honorário da Ordem dos Arquitetos, 29 de outubro de 2025, Sede da Ordem dos Arquitetos, Lisboa, Portugal.
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Descrição
Apresentação do engenheiro Danilo Matos como membro honorário da Ordem dos Arquitetos.
(1942-)
Fotografia de João Carita, 29 de outubro de 2025
Auditório Nuno Teotónio Pereira, Sede da Ordem dos Arquitetos, Lisboa, Portugal
O Dia Mundial da Arquitetura é celebrado todos os anos na primeira segunda-feira de outubro. Em 2025, a encerrar o mês das celebrações nacionais, o Conselho Diretivo Nacional e as Secções Regionais nomearam para outorga do Estatuto de Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos seis arquitetos, incluindo a título póstumo, uma entidade coletiva e duas personalidades de outras áreas.
Danilo Matos é natural de Santa Cruz, onde nasceu em 1942 e é Engenheiro Civil. Defensor da preservação das estruturas históricas e arquitetónicas, tem procurado conciliar as necessidades estruturais e estéticas da cidade do Funchal, com a proteção do seu legado cultural. "A sua reflexão tem incentivado o debate público e a consciencialização coletiva sobre as problemáticas da conservação e da renovação urbana, contribuindo para práticas mais sustentáveis e adequadas ao contexto regional", conforme destaca a presidente do conselho diretivo Regional da Região Autónoma da Madeira da OA, Susana Gouveia Neves. Paralelamente, tem-se dedicado à investigação e promoção do legado urbanístico e arquitetónico da Madeira, destacando o trabalho de diversos profissionais, entre os quais o arquiteto José Rafael Botelho (1923-). Encontra-se atualmente no prelo a sua obra Contributos para a História do Urbanismo na Madeira (1910–1974). Entre 1981 e 1998, Danilo Matos exerceu funções como Diretor do Departamento de Planeamento Estratégico da Câmara Municipal do Funchal. Danilo é casado com a bióloga, professora, ativista e escritora Violante dos Reis Saramago Matos (1947-), filha única da pintora Ilda Reis (1923-1998) e do escritor José Saramago (1922-2010), tal como irmão do advogado e ativista Arnaldo de Matos (1939-2019).
A Ordem dos Arquitectos (OA) atribuiu a 29 de outubro, nove novos títulos de Membro Honorário, reconhecendo personalidades e instituições que, ao longo da sua trajetória, se distinguiram pela defesa, promoção e valorização da arquitetura portuguesa. Entre os homenageados encontra-se o engenheiro madeirense Danilo Matos, indicado pela presidente da Secção Regional da Madeira, arquiteta Susana Gouveia Neves, cuja "postura crítica activa" e contributo para a preservação do património edificado da Região foram determinantes para a distinção. A cerimónia decorrerá, esta tarde, no auditório Nuno Teotónio Pereira (1922-2016), na sede nacional da OA, em Lisboa, e encerra o mês de celebrações do Dia Mundial da Arquitetura, assinalado anualmente na primeira segunda-feira de Outubro.
O presidente da Ordem dos Arquitetos, Avelino Oliveira, sublinhou que esta é uma oportunidade de "reconhecer aqueles que, dentro e fora da profissão, dedicam a sua carreira à valorização do património e da cultura arquitetónica”. O dirigente realçou ainda que o título de Membro Honorário representa “o maior reconhecimento" da Ordem a "personalidades e entidades cuja obra e percurso são essenciais para a dignificação da arquitectura e para a promoção de um futuro mais inclusivo e consciente da importância do espaço que habitamos”. O madeirense Danilo Matos, Engenheiro Civil, foi distinguido pela Secção Regional da Madeira da OA “pela sua postura crítica activa em questões de arquitectura e património edificado na Madeira, que contribui para a preservação do legado cultural e a adequação da renovação urbana”. Além de Danilo Matos, foram homenageados: José Manuel Castanheira, Ana Isabel de Melo Ribeiro, Fundação Bissaya Barreto, Alberto Cruz Reaes Pinto, António Porfírio de Sousa Maia, Eduardo Read Teixeira (a título póstumo), José Manuel dos Santos Gigante e Miguel Rocha. As distinções abrangem diferentes áreas — da criação artística e cenográfica à investigação histórica, do ensino à reabilitação patrimonial — e refletem a diversidade e amplitude da prática arquitectónica em Portugal.