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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
2019-09-16
Data de Publicação:
03/09/2020
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2020-09-03
Proprietário da Peça:
Câmara Municipal do Funchal
Proprietário da Imagem:
JM
Autor da Imagem:
JM
Apresentação de Madeira Empreendedora: 40 Figuras Empreendedoras da Cultura Madeirense, Cristina Trindade (coord.), volume zero Madeira Global: Grande Dicionário Enciclopédico Madeirense, dir. de Eduardo Franco, Funchal, setembro de 2019, ilha da Madeira

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    Descrição

    Apresentação de Madeira Empreendedora: 40 Figuras Empreendedoras da Cultura Madeirense, Cristina Trindade (coord.), volume zero Madeira Global: Grande Dicionário Enciclopédico Madeirense, dir. de Eduardo Franco, Lisboa, Porto e Viseu, Edições Esgotadas Ltd., julho de 2019.
    Apresentação na Câmara Municipal do Funchal por Cristina Trindade, Catarina Portas, Madalena Nunes, Jacinto Jardim e Raquel Brasão a 16 de setembro de 2019, ilha da Madeira

    Madeira Empreendedora: 40 Figuras Empreendedoras da Cultura Madeirense’ é o Volume Zero do ‘Madeira Global: Grande Dicionário Enciclopédico Madeirense’, que conta a História da nossa Região através de pessoas que a mudaram.
    Dirigido pelo professor José Eduardo Franco e coordenado pela historiadora Cristina Trindade, a obra, que foi apresentada esta tarde na Câmara Municipal do Funchal, surge na sequência de 'Portugal Empreendedor: 30 figuras empreendedoras da cultura portuguesa’. Este último, lançado em Lisboa em 2013, foi coordenado por Jacinto Jardim e José Eduardo Franco, que lançaram o desafio a Cristina Trindade “de se fazer uma coisa idêntica, mas para a Madeira”.
    Escolhemos 40 figuras, mas ficaram muitos de fora, não estão livres de um segundo volume, que abranja os que ficaram de fora”, gracejou a responsável. Entre “vivos e falecidos, homens e mulheres”, a obra tentou abranger “gente das mais variadas áreas”: “temos empresários do tempo do açúcar, pessoas da área económica, temos pessoas que são médicos, do clero, como Mary Jane Wilson, que nem é madeirense, mas que empreendeu a sério na Madeira”. Em suma, resumiu, “o critério foi gente que marcou a Madeira de modo a que a Madeira não fosse a mesma se elas não tivessem existido”.
    Marco na História da Madeira
    Para o também investigador Jacinto Jardim, esta publicação resulta de “um esforço que vimos fazendo, a nível nacional, de enquadrar cientificamente e do ponto de vista estratégico ao nível educativo, estas questões do empreendedorismo, associando, necessariamente, as questões da cidadania, com particular relevância para o empreendedorismo social, daí a diversidade de figuras nesta obra”, ressalvou.
    Pretende-se estabelecer mais um marco na História da Ilha da Madeira, um marco através da Madeira empreendedora, que representa o reconhecimento por uma determinada identidade sociocultural, educativa e económica, desta comunidade”, disse ainda. Por isso, o também professor universitário sustentou que “este volume do Dicionário Enciclopédico da Madeira espelha claramente os 600 anos da construção desta Região”.
    Madeira cosmopolita
    A apresentação do livro esteve a cargo da empresária Catarina Portas, ou não fosse esta uma obra dedicada ao empreendedorismo. Confessando ter ficado “fascinada” com a leitura do livro, indicou que “são quase 600 anos de História da Madeira contados através de 40 biografias”.
    Estamos a falar de 34 homens e de seis mulheres, mas também estamos a falar de 32 portugueses e de oito estrangeiros, com seis destas 40 pessoas a serem religiosas. Achei muito impressionante o número de religiosos que tiveram papéis sociais, e não só, tão importantes na Madeira”. Por outro lado, destacou um facto que considera ser “indiscutível”, “que é como a Madeira é um lugar cosmopolita, é um sítio que está no centro do oceano e, por isso, recebe gente de todo o lado”.
    E é muito interessante porque todas estas personagens nos vão contando a história económica da ilha, que começa com o açúcar, mas passa pelo vinho, a importância dos transportes marítimos, do turismo, porque a Madeira é um dos berços do turismo português e até na Europa”, realçou ainda.
    Envolver na ação política
    A vereadora Madalena Nunes encerrou as intervenções, justificando as razões para a CMF patrocinar esta obra, respondendo ao desafio que lhe foi colocado. Na oportunidade, aproveitou para defender também que “o mundo está a mudar e a forma de fazer política também”. E isso, mencionou, “implica compromissos dos dois lados, compromissos da classe política, porque tem que saber ouvir as pessoas, mas também implica que as próprias pessoas deixem de se alhear, e comecem a tomar decisões e a envolverem-se nas decisões políticas também”.
    Este compromisso da parte de quem achava que era governado, de se envolver também na ação política, é cada vez mais importante. E esta mudança implica compromisso e implica mudança dos dois lados”, rematou (Sofia Lacerda, JM, 16/09/2019).