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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1980-07-16
Data de Publicação:
28/07/2021
Autor:
Maria Mendonça
Chegada ao Arquipélago:
2021-07-28
Proprietário da Peça:
ABM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM
Autor da Imagem:
ABM/ARM
Ao poeta Jorge de Freitas, artigo de Maria Mendonça in Diário de Notícias, Funchal, 16 de julho de 1980, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Ao poeta Jorge de Freitas.
    (1921-1960)
    Artigo de Maria Mendonça (1916-1997) por ocasião da reedição de Tela em Branco ou Catonto, o Rapaz das Voltas, para a Feira do Livro de Lisboa de julho de 1980.
    Diário de Notícias, Funchal, 16 de julho de 1980, ilha da Madeira.
    Arquivo e Biblioteca da Madeira, Funchal, ilha da Madeira.

    José Jorge da Felicidade de Freitas (Funchal, 10 de julho de 1921; Lisboa, 20 de abril de 1960)
    Maria Mendonça (1916-1997). Notável jornalista e escritora, que desenvolveu múltiplas iniciativas com personalidades de renome e desafiadoras para o regime político da altura, tendo a sua criatividade pioneira deixado marcas em vários projetos culturais da Madeira apesar do controlo da censura e da Pide. Maria da Trindade de Mendonça era natural de Nordeste, Açores, onde nasceu a 16 de fevereiro de 1916. Era filha de Maria Raposo e de Manuel Franco de Mendonça e viveu a maior parte da sua vida no Funchal. Começou a escrever aos 16 anos de idade e foi correspondente de vários jornais portugueses. Primeiro como chefe de redação e depois como diretora, foi notável a sua passagem pelo jornal Eco do Funchal, desde 1951. Era de periodicidade semanal e Maria de Mendonça mudou-o para trissemanário e introduziu-lhe várias secções, sobretudo culturais e recreativas, tendo especial interesse: «Cultura & Recreio» e «A Canoa», organizada por Maria do Carmo Leite Monteiro Rodrigues (Funchal, 16 jul. 1924 - Prazeres, 5 maio 2014).
    A jornalista Maria Mendonça foi ainda diretora e proprietária do jornal satírico da Madeira, o Re-Nhau-Nhau (1929-1977). Durante 48 anos e em ambiente de apertada censura, este jornal chamou a atenção para inúmeras situações, quer ridículas quer penosas, que só assim puderam expor-se. Fundadora da primeira casa editora do arquipélago da Madeira, publicou obras valiosas como Arquipélago da Madeira – Maravilha Atlântica”, da autoria de Maria Lamas; Musa Insular, de Luís Marino; Falares da Ilha; Sé do Funchal; e a coleção de livros infantis A Canoa, com Maria do Carmo Rodrigues (1924-2014). Publicou também um guia turístico da Madeira, em várias línguas; e a revista turística Semana da Madeira, em colaboração com António Aragão Mendes Correia (1924-2008), Carlos Lélis (1936-) e Aníbal Trindade.