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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
1904-01-06
Data de Publicação:
17/05/2022
Autor:
Família e Diário de Notícias do Funchal
Chegada ao Arquipélago:
2022-05-17
Proprietário da Peça:
ABM/ARM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM
Autor da Imagem:
ABM/ARM
Anúncio do falecimento de Elisabeth Lehmann Langstrooth, baronesa da Conceição, Diário de Notícias do Funchal, 6 de janeiro de 1904, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Anúncio do falecimento de Elisabeth Lehmann Langstrooth, baronesa da Conceição.
    (1822-1904)
    Quinta dos Ilhéus, Funchal, 5 de janeiro de 1904.
    Diário de Notícias, Convites, Funchal, 6 de janeiro de 1904, fl. 4.

    Elizabeth Lehmann Lanstrooth (1822-1904), natural de Filadélfica, filha do pastor protestante Pescator Langstrooth (1790-1861), dado como um hábil fabricante de papel e de Elizabeth Lehmann (1783-1876), casou também em Filadélfia, em 30 de outubro de 1847, com o comerciante Fortunato Joaquim Figueira (25 abr. 1809; 9 abr. 1885), vindo a tornar-se, em 1855, baronesa da Conceição. Fortunato Joaquim Figueira e o irmão, Paulo Fortunato Figueira, eram filhos do capitão Paulo Joaquim Figueira e de Ana Joaquina de Sousa, havendo participado na malograda defesa da Madeira frente às forças miguelistas, em 1828. Perante o desastre ocorrido, fizeram-se ao mar numa pequena embarcação, vindo a ser recolhidos por um navio de carreira que os levou para África. Passaram então ao Brasil e, daí, aos Estados Unidos da América, estabelecendo-se em Nova Iorque com negócios na área da importação de vinhos. Vieram a adquirir importantes meios de fortuna, essencialmente, em princípio, recorrendo à falsificação de papel moeda brasileiro, como foram noticiando os periódicos de Nova Iorque e do Rio de Janeiro, mas notícia que nunca correu em Portugal ou na Madeira, ao que tenhamos conhecimento. Fortunato Joaquim Figueira, entretanto, saiu de Nova Iorque e casou em Filadélfia, nos Estados Unidos e, fixando-se em Lisboa, conseguiu alvará de moço fidalgo com exercício na Casa Real e de comendador da Ordem de Cristo, de 13 de outubro de 1850, dado o seu envolvimento na defesa da Madeira constitucional e, por decreto de 11 de setembro de 1855, o título de barão da Conceição. Veio a radicar-se por 1861 ou 1962 na Madeira, tendo a baronesa sido batizada pelo rito católico a 24 de maio de 1862, pelo  bispo do Funchal, D. Patrício Xavier de Moura (1800-1872), tendo sido madrinha a condessa de Farrobo,  D. Eugénia de Saldanha Oliveira Daun (1831-1872), filha do duque de Saldanha (1790-1876), casando depois a filha mais velha, Ana Joaquina Langstrooth Figueira (1852-1913), a 21 de abril de 1869, com o governador civil 3.º visconde de Andaluz, Dr. António Júlio de Santa Marta do Vadre de Mesquita e Melo (1833-c. 1900) e, a 29 de novembro de 1879, Isabel Langstrooth Figueira, com o Dr. Nuno Ferreira Jardim (1850-1941). Os barões da Conceição viveram na Quinta Faria, depois Quinta dos Ilhéus, levantado a Quinta da Estrela, no Caniço, que dotaram com um bom parque arbóreo, hoje Quinta Esplêndida, falecendo o barão, no Funchal, na Quinta Faria, na Rua dos Ilhéus, a 9 de abril de 1885 e a baronesa, na Quinta dos Ilhéus, a 5 de janeiro de 1904.