Anúncio das sessão de dinamização promovidas pelas Forças Armadas no Sítio do Povo de Gaula, na Camacha e no Porto da Cruz, Jornal da Madeira, Funchal, 18 de janeiro de 1975, p. 3, ilha da Madeira.
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Anúncio das sessão de dinamização promovidas pelas Forças Armadas
A 18 de janeiro de 1975, no salão paroquial do Sítio do Povo de Gaula, onde iria atuar o Grupo Folclórico do Porto da Cruz; a 19 seguinte, mo salão paroquial da Camacha, atuando ali o grupo da Casa do Povo local e, depois, no salão paroquial do Porto da Cruz, de novo com o grupo local.
Jornal da Madeira, direção de Alberto João Jardim (1943-), Funchal, 18 de janeiro de 1975, p. 3.
Arquivo Regional da Madeira, Coleção de Jornais, JM, Funchal, ilha da Madeira.
No período que se seguiu à Revolução do 25 de Abril de 1974, foram delineados diversos programas de natureza pública e privada que procuraram elevar a condição social, económica e cultural dos portugueses, como as Campanhas de Dinamização Cultural e Ação Cívica do Movimento das Forças Armadas (MFA), o Serviço Cívico Estudantil, etc. As primeiras sessões de dinamização cultural na Madeira ocorreram em 28 de novembro de 1973 na Ribeira Brava e no Porto Moniz, a que se seguiu em 1 de dezembro de 1974, sessões no Jardim do Mar e na Lombada da Ponta do Sol, a 8 de dezembro, na Ponta Delgada e em São Jorge, a 15 de dezembro, no Estreito de Câmara de Lobos e no Sítio das Terças da Ponta do Sol. Ao todo fizeram-se 67 sessões de esclarecimento cobrindo quase toda a ilha da Madeira e do Porto Santo, para além das ações efetuadas em 2 operações com a instalação de forças militares na área da Referta, no Porto da Cruz, e depois, na área da Ribeira da Alforra e do Castelejo, no Estreito de Câmara de Lobos, a operação Semilha Nova, entre 18 e 22 de junho. A diocese do Funchal organizou também ações semelhantes e com a participação de um militar do M. F. A., o então aspirante e depois alferes Albano Bessa Monteiro (1949-), na altura professor no Liceu do Funchal, num total de 5 Jornadas, entre 6 e 10 de janeiro de 1975, às quais assistiu sempre D. Francisco Antunes Santana e sessões que foram todas gravadas.
D. Francisco Antunes Santana (Lisboa, 11 out. 1924; Funchal, 5 mar. 1982). Ordenado pelo cardeal Cerejeira, em 29 Jun 1948, veio a desempenhar um interessante trabalho com professor no seminário de Santarém e como pároco em várias freguesias de Lisboa. Diretor nacional do Apostolado do Mar desde 1960, veio a desempenhar funções de operário-monitor dos estaleiros da Lisnave, desde 1979, assim como inúmeras missões fora do país. Foi eleito bispo do Funchal a 18 mar. 1974, recebendo ordenação episcopal a 21 do mesmo mês, mas o pronunciamento do mês seguinte atrasou a sua deslocação para o Funchal. Faria a sua entrada solene na sé do Funchal a 12 maio 1974 e, logo nesse Verão, seria sequestrado nas instalações do seminário. Em fev. 1981 seria hospitalizado no Funchal, tendo, depois, sido operado em Londres, mas viria a falecer no paço episcopal do Funchal, a 5 mar. 1982.