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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1948-00-00
Data de Publicação:
13/09/2021
Autor:
Não identificado
Chegada ao Arquipélago:
2021-09-13
Proprietário da Peça:
DR
Proprietário da Imagem:
DR
Autor da Imagem:
Não identificado
António Ferro no seu gabinete, 1948 (c.), Lisboa, Portugal

Categorias
    Descrição
    António Ferro no seu gabinete
     (1895-1956)
    Óleo de Mário Eloy (1900-1952), 1948 (c.)
    Estúdios Mário Novais (?), 1948 (c.).
    Lisboa, Portugal.

    António Ferro (Lisboa, 1895; idem. 1956) com apenas 19 anos foi editor da revista Orfheu, responsabilidade para que foi escolhido por Fernando Pessoa (1888-1935) precisamente por ser ainda menor. Foi jornalista nos diários O Jornal, 1915, dirigido por Boavida Portugal e no qual também colaborou Fernando Pessoa, O Século e Diário de Notícias, dirigindo a revista Ilustração Portuguesa e fundando depois a revista Panorama. Em 1921 publicou o manifesto modernista Nós, tendo ainda colaboração na revista Alma Nova, começada a editar em Faro em 1914. Simpatizante do fascismo, fascinado por Benito Mussolini (1883-1945) e pelos regimes autoritários da época, viria a escrever um trabalho, em 1926 e editado no ano seguinte, Viagem à Volta das Ditaduras, com prefácio do general açoriano Filomeno da Câmara de Melo Cabral (1873-1934), tendo sido ele quem sugeriu a Salazar (1889-1970) a criação de um organismo que fizesse propaganda aos feitos do regime, sob o lema Política do Espírito, altura em que publica uma conjunto de entrevistas com Salazar : Salazar, o Homem e a Obra, 1933. Esse organismo chamou-se, a partir de 1933, Secretariado de Propaganda Nacional até ao final da II Grande Guerra, quando passou a chamar-se Secretariado Nacional de Informação, ou SNI. Através deste organismo articularam-se as áreas do espetáculo, jornalismo, turismo e as atividades culturais em geral ligadas ao Estado Novo, sendo Ferro comissário-geral das exposições internacionais de Paris (1935) e de Nova Iorque (1938), sendo fundador do Museu de Arte Popular, das Pousadas de Portugal, da Sociedade Portuguesa de Autores, do Círculo Eça de Queiroz e do Grupo de Bailado Verde Gaio, e presidente da Emissora Nacional (1941). António Ferro, dirigiu aquele organismo até 1949, quando partiu, ou foi forçado a partir, para a legação portuguesa em Berna.