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Arquipelago de Origem:
São Paulo (Brasil)
Data da Peça:
1950-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
20130715
Autor:
Não identificado
Chegada ao Arquipélago:
2013-07-15 00:00:00
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Antiga fortaleza de Itapema com o farol, fotografia de 1950 (c.), Santos, Brasil

Categorias
  • Arquitectura Civil
    • Equipamento urbano e rural
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Descrição
Antiga fortaleza de Itapema com o farol.
Fortaleza de 1570 e seguintes; farol de 1908.
Fotografia de 1950 (c.).
Guarujá, Santos, São Paulo, Brasil.

A Fortaleza de Itapema ou Forte da Vera Cruz já aparece cartografada por Luís Teixeira no Mapa de São Vicente, c. 1573, integrado no Roteiro da Biblioteca da Ajuda, Lisboa e, depois, por João Teixeira Albernaz, "o velho", no Mapa da Capitania de São Vicente, 1631 da Mapoteca do Itamaraty, Rio de Janeiro, devendo ter então como estrutura original blocos de pedra unidas com óleo de baleia e cal de sambaqui. A partir de 1638, o sargento-mor Torquato Teixeira de Carvalho reconstruiu-a às próprias expensas, com um custo orçado em 40 mil cruzados, em troca da mercê do posto de capitão, o hábito da Ordem de Cristo em três vidas, e o comando vitalício do forte, conforme provisões de 24 set.1638, dotando-a de artilharia de grosso calibre. As citadas três vidas foram cumpridas no seu filho, João Teixeira de Carvalho, sucedido pelo sobrinho deste, capitão Francisco Olinto de Carvalho e por fim pelo filho deste, João Olinto de Carvalho. A estrutura compunha-se de um pequeno baluarte semi-circular com seis canhoneiras, fechado por uma muralha reta pelo lado de terra, ao abrigo da qual se erguia uma dependência no terrapleno. Em 1670, sob o comando do capitão Pedro Taques de Almeida, foi reformado e ampliado e sofreu novas obras de reforma em 1735 e 1738, quando foram construídos um baluarte triangular, defendendo o lado de terra, com dois edifícios ao abrigo do seu terrapleno: a Casa da Pólvora e Quartel do Oficial e o Quartel dos Soldados, constando existir uma escritura desta fortificação, lavrada em 1753. O governador da capitania de São Paulo, capitão-general D. Luiz Antônio de Souza Botelho e Mourão, 4.º Morgado de Mateus (1765-75), em relatório à Coroa acerca das fortificações da Capitania, datado de 30 jun. 1770, informou que esta praça estava artilhada com oito peças de artilharia de calibre 12 e 8 libras de bala. Mais tarde o relatório do marechal Daniel Pedro Müller de 1836, informa que o forte se encontrava guarnecido, sob o comando de um oficial, sendo desarmado em 1850 e provavelmente desguarnecido, quando sofreu violento incêndio em 1883, que o arruinou e de que existem fotografias pouco tempo depois. Em 1905, a Intendência Geral da Guerra, do Ministério da Guerra, transferiu o imóvel à Alfândega de Santos, pelo aviso de 09 set. 1905, que a partir de 1908 aí fará erguer um Posto Fiscal e um farol, para melhor iluminação do estuário e combate ao contrabando, como se regista em fotografias e a pintou Max Römer (1878-1960) em 1927. Essas instalações serão, por sua vez, assoladas por novo incêndio em 1976. O imóvel foi tombado pelo estado de São Paulo em 1982 e desde o final de 1999 que a imprensa anuncia projetos de restauro e revitalização das instalações do forte e envolvente.