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Arquipelago de Origem:
Batalha
Data da Peça:
2021-12-00
Data de Publicação:
07/01/2022
Autor:
Almada Negreiros
Chegada ao Arquipélago:
2022-01-07
Proprietário da Peça:
Mosteiro da Batalha
Proprietário da Imagem:
Mosteiro da Batalha
Autor da Imagem:
Mosteiro da Batalha
Almada Negreiros e o Mosteiro da Batalha quinze pinturas primitivas num retábulo imaginado, 2021 e 2022, Batalha, Portugal

Categorias
    Descrição
    Almada Negreiros e o Mosteiro da Batalha quinze pinturas primitivas num retábulo imaginado.
    (1893-1970)
    Exposição na Capela do Fundador, no Mosteiro da Batalha, 2021-2022.
    Mosteiro da Batalha, Portugal

    A exposição Almada Negreiros e o Mosteiro da Batalha quinze pinturas primitivas num retábulo imaginado, em mostra na Capela do Fundador, no Mosteiro da Batalha, com as quinze obras que compõem o retábulo que Almada (1893-1970) imaginou incluem várias pinturas primitivas (dos séculos XV e XVI), nomeadamente os icónicos Painéis de S. Vicente. Começando por um estudo de perspectiva dos painéis, Almada foi complexificando as suas análises geométricas. Com o tempo, foi juntando cada vez mais pinturas até definir um retábulo de quinze obras. Após visita à Batalha ficou convicto que o conjunto era destinado à parede Norte da Capela do Fundador, do Mosteiro da Batalha. Nesta exposição, além da reconstituição em tamanho natural do retábulo que idealizou – uma instalação com mais de dez metros de altura – os trabalhos de Almada expostos na Capela, testemunham o seu longo e intenso processo de pesquisa. Desenhos, cadernos de autor, e até maquetes tridimensionais realizadas pelo artista poderão ser vistas, muitas delas pela primeira vez.
    José Sobral de Almada Negreiros (São Tomé e Príncipe, 7 Abr. 1893; Lisboa, 15 Jun. 1970). Escritor e artista plástico, trabalhou em Paris, em 1919 e, em Madrid, em 1927, tendo sido um dos fundadores da revista Orpheu (1915), veículo de introdução do modernismo em Portugal, onde conviveu de perto com Fernando Pessoa (1888; 1935). As duas orientações de busca e criação de Almada Negreiros foram a beleza e a sabedoria. Para ele "a beleza não podia ser ignorante e idiota tal como a sabedoria não podia ser feia e triste" (Freitas, 1985). Almada Negreiros foi um pintor-pensador, praticante de uma arte elaborada que pressupõe uma aprendizagem que não se esgota nas escolas de arte; bem pelo contrário, uma aprendizagem que implica um percurso introspetivo e universal. Vulto cimeiro da vida cultural portuguesa durante quase meio século, contribuiu mais que ninguém para a criação, prestígio e triunfo do modernismo artístico em Portugal. Na sua evolução como pintor, Almada passou do figurativismo e da representação convencional dos primeiros tempos, para a abstração geométrica, matemática e numérica que caracteriza as suas últimas obras. Além da literatura e da pintura a óleo, Almada desenvolveu ainda composições coreográficas para ballet, trabalhando em tapeçaria, gravura, pintura mural, caricatura, mosaico, azulejo e vitral. Casado com a pintora Sarah Afonso (1899-1983), em 1935, faleceu a 15 Jun. 1970 no Hospital de S. Luís dos Franceses, em Lisboa, no mesmo quarto onde morrera o seu amigo Fernando Pessoa.