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Arquipelago de Origem:
Florença
Data da Peça:
1534-00-00
Data de Publicação:
22/06/2021
Autor:
Jacopo il Pontormo
Chegada ao Arquipélago:
2021-06-22
Proprietário da Peça:
Philadelphia Museum of Art, Filadélfia, USA
Proprietário da Imagem:
Philadelphia Museum of Art, Filadélfia, USA
Autor da Imagem:
Philadelphia Museum of Art, Filadélfia, USA
Alexandre de Médici, óleo de Jacopo da Pontormo, 1534 a 1540, Philadelphia Museum of Art, Filadélfia, USA

Categorias
    Descrição
    Alexandre de Médici.
    (1510-1537)
    Óleo sobre madeira, 101 x 82 cm.
    Jacopo Carucci ou Jacopo da Pontormo (1494-1556), 1534 a 1540.
    Proveniente da The John G. Johnson Collection.
    Philadelphia Museum of Art, Filadélfia, USA, Museu de Arte de Filadélfia, Estados Unidos da América.

    Alexandre de Médici (1510-1537) chamado il Moro, Duque de Penne e também Duque de Florença, foi assim o primeiro duque da Toscânia. Oficialmente reconhecido como filho de Lourenço II de Médici (1492-1519), duque de Urbino, embora os rumores à época o dessem como filho de Júlio de Guiliano de Médici (1478-1534), o depois papa Clemente VII.
    Jacopo Carucci, dito Pontormo (1494-1556), foi o iniciador da primeira geração do maneirismo e deve ter-se formado no atelier de um dos mais prestigiados pintores de Florença, Andrea del Sarto (1486-1531), que fora aluno e protegido de Leonardo da Vinci (1452-1519), tendo depois trabalhado com Agnolo ou Angelo di Cosimo ou Bronzino (1503-1572). Os dois pintores, Pontormo e Bronzino, tornaram-se nos excêntricos do maneirismo, criando à sua volta fama de terem hábitos estranhos e, inclusivamente, maneira de estar e organizar os seus trabalhos totalmente contrários ao que era habitual.
    Vasari (1502-1572), que também pintou Alexandre de Médici, faz referência a três retratos pintados por Pontormo, o primeiro dos quais, de que há dúvidas, teria sido realizado entre 1524 e 1527, devendo ser o existente no Palácio Mansi, em Lucca, Itália. Posteriormente, já depois de se tornar duque de Florença (1532-37), Alexandre manifesta a vontade de voltar a posar para Pontormo, do que resultam duas novas pinturas, ou três, dado o esboço preparatório de Chicago. Estes retratos representam o duque a desenhar a cabeça de uma mulher e, segundo o próprio Vasari, um terá sido oferecido por Alexandre a Taddea Malaspina. Este quadro, considerado perdido durante muito tempo, foi identificado em finais do século XIX, numa época em que não era conhecido internacionalmente o retrato do MNAA, como o que hoje pertence à coleção John G. Johnson de Filadélfia, muito semelhante ao de Lisboa. A atual crítica histórica não é unânime quanto à relação original/cópia entre as duas versões no confronto com o testemunho de Vasari.