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Arquipelago de Origem:
Terceira (Açores)
Data da Peça:
1961-00-00
Data de Publicação:
28/05/2026
Autor:
Querubim Lapa
Chegada ao Arquipélago:
2026-05-28
Proprietário da Peça:
Gare Terra Nostra das Lajes
Proprietário da Imagem:
Serafina Gaspar Silva
Autor da Imagem:
Querubim Lapa
Alegoria ao trabalhador açoriano, Querubim Lapa, 1961, gare do aeroporto Terra Nostra das Lajes, Praia da Vitória, ilha Terceira, Açores.

Categorias
    Descrição
    Alegoria ao trabalhador açoriano
    Painel em cerâmica relevada, policromada e vidrada
    Querubim Lapa (Portimão, 1925; Lisboa, 2016), 1961.
    Fotografia de Serafina Gaspar Silva, janeiro de 2026
    Gare do aeroporto Terra Nostra das Lajes, Praia da Vitória, ilha Terceira, Açores.

    Querubim Lapa de Almeida (1925-2016) nasceu em Portimão, no Algarve e cedo veio viver para Lisboa com a sua família,  demonstrando desde tenra idade um especial gosto por trabalhos manuais e criativos. Foi na Escola Industrial António Arroio, onde ingressou em 1942, que obteve as preciosas bases de formação e preparação em artes. Foi também nesta escola que tomou contacto com o movimento neorrealista, movimento artístico de reação contestatária ao regime ditatorial em que Portugal vivia. A sua formação estendeu-se ainda ao Curso de Escultura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, ingressado em 1947 e ao Curso de Pintura da mesma instituição concluído em 1978. Entre 1946 e 1949 desenvolveu um interessante mas menos conhecido trabalho de pintura à luz do movimento neorrealista, que pode ser visto no Museu do Chiado e no Museu Calouste Gulbenkian, uma temática ligada à denúncia de problemas sociais, pobreza e más condições laborais dos mais desfavorecidos. Mais tarde veio a explorar outras linguagens como o abstracionismo simbólico e geométrico. Em 1950 participou pela primeira vez em exposições coletivas de artistas plásticos, não ligados ao regime. Foi neste contexto que Querubim travou conhecimento com vários arquitetos com quem posteriormente veio a colaborar, na área dos revestimentos cerâmicos de parede.
    Iniciou-se na arte cerâmica em 1954, com atelier na Fábrica Viúva Lamego e, na mesma data, entrou para docente da Escola António Arroio (1954 a 1996), onde dirigiu o ensino das oficinas cerâmicas, tendo marcado e influenciado várias gerações de alunos. Considerado um dos ceramistas mais importantes do século XX em Portugal, criou técnicas inovadoras que modernizaram esta arte, no que respeita à modelação, ao domínio das cores e dos esmaltes ou à utilização da aresta viva e dos engobes. Assinou inúmeros painéis para espaços interiores e exteriores, num diálogo com a arquitetura moderna e produziu ainda peças notáveis em pequena escala.