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Arquipelago de Origem:
Rio de Janeiro (Brasil)
Data da Peça:
1838-03-20
Data de Publicação:
15/05/2022
Autor:
O Chronista
Chegada ao Arquipélago:
2022-05-15
Proprietário da Peça:
Biblioteca Nacional do Brasil
Proprietário da Imagem:
Biblioteca Nacional do Brasil
Autor da Imagem:
Biblioteca Nacional do Brasil
Acusação do processo de falsificação das chapas para emissão de notas brasileiras pelos irmãos Figueira em Nova Iorque, in O Chronista, Rio de Janeiro, 20 de março de 1838, Brasil

Categorias
    Descrição
    Acusação do processo de falsificação das chapas para emissão de notas brasileiras pelos irmãos Figueira em Nova Iorque
    O Chronista, Rio de Janeiro, 20 de março de 1838, p. 1.
    Exemplar da Biblioteca Nacional do Brasil, Rio de Janeiro, Brasil.

    Nessa sequência, na sessão de 20 de setembro de 1839 (p. 254), pela voz do deputado Inocêncio da Rocha Galvão, que se encontrava em Nova Iorque quando rebentara o escândalo, foi denunciada a rede de falsificação de chapas para emissão de notas brasileiras, com base nos dois irmãos madeirenses Paulo Joaquim e Fortunato Joaquim Figueira, mas onde entrava igualmente o “caixeiro ou sócio” dos irmãos Figueira, Spínola Barreto, em casa do qual foram depois apreendidas as chapas de 100, 300 e 500$000 rs. e o encarregado de negócio do Brasil em Nova Iorque, Cavalcanti de Albuquerque, ambos também com ligações familiares à ilha da Madeira, tendo o último sido depois transferido para idêntica função em Madrid, Espanha.
    Fortunato Joaquim Figueira (25 abr. 1809; 9 abr. 1885) e o irmão, Paulo Fortunato Figueira, eram filhos do capitão Paulo Joaquim Figueira e e de Ana Joaquina de Sousa, havendo participado na malograda defesa da Madeira frente às forças miguelistas, em 1828. Perante o desastre ocorrido, fizeram-se ao mar numa pequena embarcação, vindo a ser recolhidos por um navio de carreira que os levou para África. Passaram então ao Brasil e, daí, aos Estados Unidos da América, estabelecendo-se em Nova Iorque com negócios na área da importação de vinhos. Vieram a adquirir importantes meios de fortuna, essencialmente, em princípio, recorrendo à falsificação de papel moeda brasileiro, como foram noticiando os periódicos de Nova Iorque e do Rio de Janeiro. Fortunato Joaquim Figueira, entretanto, saiu de Nova Iorque e casou em Filadélfia, nos Estados Unidos, em 30 de outubro de 1847, com Elizabeth Lehmann Lanstroth (1822-1904), filha do pastor protestante Piscator Langstrooth (1790-1861), dado como um hábil fabricante de papel e de Elizabeth Lehmann (1783-1876). Fixando-se em Lisboa, conseguiu alvará de moço fidalgo com exercício na Casa Real e de comendador da Ordem de Cristo, de 13 de outubro de 1850, dado o seu envolvimento na defesa da Madeira constitucional e, por decreto de 11 de setembro de 1855, o título de barão da Conceição. Veio a radicar-se por 1861 ou 1962 na Madeira, tendo a baronesa sido batizada pelo rito católico a 24 de maio de 1862, pelo  bispo do Funchal, D. Patrício Xavier de Moura (1800-1872), tendo sido madrinha a condessa de Farrobo,  D. Eugénia de Saldanha Oliveira Daun (1831-1872), filha do duque de Saldanha (1790-1876), casando depois a filha mais velha, Ana Joaquina Langstrooth Figueira (1852-1913), a 21 de abril de 1869, com o governador civil 3.º visconde de Andaluz, Dr. António Júlio de Santa Marta do Vadre de Mesquita e Melo (1833-c. 1900) e, a 29 de novembro de 1879, Isabel Langstrooth Figueira, com o Dr. Nuno Ferreira Jardim (1850-1941). Os barões da Conceição viveram na Quinta Faria, depois Quinta dos Ilhéus, levantado a Quinta da Estrela, no Caniço, que dotaram com um bom parque arbóreo, hoje Quinta Esplêndida, falecendo o barão, no Funchal, na Quinta Faria, na Rua dos Ilhéus, a 9 abr. 1885.