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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1974-05-26
Data de Publicação:
06/05/2024
Autor:
Luís Ramos
Chegada ao Arquipélago:
2024-05-06
Proprietário da Peça:
Público Magazine
Proprietário da Imagem:
Público Magazine
Autor da Imagem:
Público Magazine
A Madrugada dos Generais, António de Spínola e o Programa do Movimento das Forças Armadas, Público Magazine, n. 207, Lisboa, 20 de fevereiro de 1994, Portugal.

Categorias
    Descrição
    A Madrugada dos Generais.
    Público Magazine, n. 207, Lisboa, 20 de fevereiro de 1994
    Apresentação do general António de Spínola do Programa do Movimento das Forças Armadas perante os elementos da Junta de Salvação Nacional.
    Rádio Televisão Portuguesa, 26 de Abril de 1974, Portugal.

    António Sebastião Ribeiro de Spínola (Estremoz, 11 abr. 1910; Lisboa, 13 ago. 1996). Aluno do Colégio Militar, seguiu a carreira militar até aos mais altos postos, sendo governador da Guiné em 1968 e, novamente, em 1972, onde desenvolve intensa atividade militar e diplomática, contactando com diversos líderes africanos, como Leopoldo Sedar Senghor (1906-2001). Regressa a Lisboa em nov. 1973, altura em que Marcello Caetano (1906-1980) o convida para a pasta do Ultramar, que não aceita, sendo nomeado vice CEMGFA por proposta de Francisco da Costa Gomes (1914-2001), a 17 jan. 1974, publicando Portugal e o Futuro, na Arcádia, por sugestão da diretora Natália Correia (1923-1993), livro que sai a 22 fev. 1974 e se torna um êxito, dado apontar para uma solução política negociada para o Ultramar e para as Guerras Coloniais. Seria chamado pelo Movimento das Forças Armadas para, a 25 Abr. 1974, receber a rendição de Marcello Caetano e, nessa noite, para integrar a Junta de Salvação Nacional, cujo programa tenta ainda alterar. Seria designado para o cargo de presidente da República a 15 maio 1974, renunciando ao mesmo a 30 set., dado o fracasso da manifestação da Maioria Silenciosa, convocada a 28 set. Conspirando, veio a ser envolvido, ou a envolver-se no 11 mar. 1975, altura em que foge para Espanha e, daí, para o Brasil. Regressaria depois a Portugal e ainda seria condecorado e nomeado chanceler das Ordens Militares, a 5 fev. 1987, por Mário Soares (1924-2017).
    Silvino Silvério Marques (Nazaré, 23 mar. 1918; 1 out. 2013). Frequentou o Liceu de Camões, em Lisboa, e obteve os preparatórios de Engenharia na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, sendo admitido na Escola do Exército, onde concluiu o curso de Engenharia Militar, classificando-se em primeiro lugar. Ingressou no corpo de Estado-Maior em 1950. Cumpriu missões militares em França, Inglaterra e Itália. Concluiu o Curso de Altos Comandos em 1968 com a classificação de Muito Apto. Principais missões e colocações: Professor catedrático, de Organização e Táctica de Engenharia, na Escola do Exército; Governador de Cabo Verde de 1958 a 1962; Governador-Geral de Angola de 1962 a 1966; Diretor Interino da Arma de Engenharia e do Serviço de Fortificação e Obras Militares; 2.° Comandante da Região Militar e Adjunto do Comando-Chefe, em Moçambique; Professor do Instituto Superior Naval de Guerra; Diretor dos Serviços de Instrução do Exército e Vogal do Conselho Superior Ultramarino. Após o 25 de Abril de 1974, integrou a Junta de Salvação Nacional e foi nomeado Governador-Geral de Angola, tendo sido, historicamente, o último governador português do território. Afastado de Angola, foi passado à situação de Reserva em 1975, dado não corresponder ao perfil desejado pela Comissão do Programa do Movimento das Forças Armadas.