A Madeira é a região mais rica do País em literatura épica, Diário de Notícias, Funchal, 12 de dezembro de 2025, ilha da Madeira,
Categorias
Descrição
A Madeira é a região mais rica do País em literatura épica
Notícia da apresentação no Funchal da Insulana de Manuel Tomás (1585-1665) pelo professor José Carlos Seabra Pereira
Reedição da obra dedicada a Joam Gonçalves da Câmara (Lisboa, 1590-idem, Sacramento, 27 mar 1656), 4.º conde de Vila Nova da Calheta, pub. Joam Mevresio, Antuérpia, 1635.
A primeira apresentação ocorreu no Fólio Festival Literário Internacional de Óbidos, Auditório Municipal Casa da Música, a 17 de outubro de 2025, com Annabela Rita, Cristina Trindade, Luísa Paolinelli, Rui Carita e Natércia,
Eugénio Perregil, in Diário de Notícias, Funchal, 12 de dezembro de 2025, p. 32, ilha da Madeira.
Manuel Tomás (Guimarães, 10 abr. 1585; Funchal, idem, 1665). Filho do médico Luís Gomes de Medeiros e de D. Gracia Vaz Barbosa, dado como cristão-novo e de um dos ramos da família Abravanel, tendo os irmãos se radicado, entretanto, em Amesterdão, aparece na Madeira em 1610 e, com a função de intérprete dos navios estrangeiros, em 1629, embora a propriedade do ofício fosse de Fernão Favila de Vasconcelos (1584-1639), ao qual, em princípio, pagaria uma parte do seu ordenado. Veio a assistir mais de 50 anos no Funchal como importante mercador e morreu assassinado pelo filho de um ferrador do Funchal, por razões que se desconhecem, quando contava 80 anos de idade, tendo sido sepultado no Convento de São Francisco. Escreveu Poema del Angelico Doutor S. Tomás, Lisboa, 1626; Insulana, dedicada a João Gonçalves da Câmara, 4.º conde de Vila Nova da Calheta, Anvers e Ruão, 1635; Rimas Sacras Dedicadas a Todos os Santos, ibidem; O Fénix da Lusitânia, ou Aclamação do Sereníssimo Rei de Portugal, João IV, poema heroico dirigido a Gaspar de Faria Severim, Ruão, 1649; União Sacramental oferecida a El-rei D. João IV do Nome e XVIII Entre os Reis Portugueses, idem, 1650; Tesouro de Virtudes, Antuérpia, 1661; e Décimas a Um Pecador Arrependido, sem local nem data de impressão, mas que deve datar de depois de O Fénix da Lusitânia, logo de 1649 para 1650, pois que no inventário da Livraria do Colégio, é dada como a sua 5.ª obra.