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Arquipelago de Origem:
Londres
Data da Peça:
1988-00-00
Data de Publicação:
13/11/2025
Autor:
Paula Rego
Chegada ao Arquipélago:
2025-11-13
Proprietário da Peça:
Tate Britain
Proprietário da Imagem:
Tate Britain
Autor da Imagem:
Tate Britain
A Dança da série A Filha do Polícia, desenho aguarelado preparatório de Paula Rego, Londres, 1988, Inglaterra

Categorias
    Descrição
    A Dança.
    Série A Filha do Polícia.
    Desenho a ponta seca sépia sobre papel com aguada, 29,6 x 42,1 cm.
    Paula Rego (1935-2022), 1988.
    A versão final a acrílico, com 212,6 × 274 cm., encontrava-se em execução quando do falecimento do marido da Autora, o pintor Victor Willing (1928-1988), pelo que levaria depois mais de 6 meses para acabar. Adquirido pela Tate Britain em 1989, Paula Rego ofereceu os 10 desenhos aguarelados que possuía como esboços, sempre com uma memória de uma fortaleza portuguesa como fundo e, alguns, somente com mulheres, tendo os homens, na versão final, tido por modelos o marido e o filho da pintora. Mais tarde, numa entrevista, Paula Rego diria que “este era o quadro que ligaria tudo” e que deveria “estar pendurado sobre tudo o resto”.
    Coleção da Tate Britain (T05539), Londres, Inglaterra.

    Maria Paula Figueiroa Rego (Lisboa, 26 de janeiro de 1935; Londres, 8 jun. 2022) começou a desenhar ainda em criança e partiu para a capital britânica com 17 anos, em 1951, permanecendo dois semestres em Kent, no Reino Unido, o que lhe viria a permitir o contacto com a Slade School of Arts, em Londres, que frequentou até 1956, data em que passa a viver com o também pintor Victor Willing (1928-1988), com quem casa em 1959. Em 1965, expôs no ICA (Institute of Contemporary Art) também em Londres (cidade onde passou a residir) e realizou a primeira exposição individual em Lisboa, na Sociedade de Belas Artes. Esta exposição, extremamente aclamada pelos críticos de arte, viria a constituir um marco decisivo na carreira da Pintora. Quando na época foi inquirida sobre a razão de pintar respondeu "pinto porque não posso deixar de pintar". A sua obra é essencialmente de pendor neofigurativo e surrealista, distinguindo-se por perturbadoras imagens de carga erótica, recorrendo a um certo imaginário infantil, inspirado na literatura e marcada, ao longo de décadas, pela defesa dos direitos das mulheres.  Dada como a única mulher da chamada Escola de Londres, ao lado de Francis Bacon (1909-1992), Lucian Freud (1922-2011), Frank Auerbach (1931-), ou David Hockney (1937-), com os quais tem participado em diversas coletivas, a sua obra distingue-se, no entanto, por fortemente figurativa, literária, incisiva e absolutamente singular, abordando temas decididamente políticos, como o abuso de poder, e também sociais, como o aborto e a mutilação genital, entre outros do universo feminino. Foi, entretanto, objeto de exposições retrospetivas individuais na Fundação Calouste Gulbenkian em 1982, na National Gallery em 1992, no Centro Cultural de Belém em 1997, etc. e os seus trabalhos fazem parte de inúmeras coleções Nacionais e Estrangeiras. Em 1990, foi convidada para artista associada da National Gallery e, em 1991, viria a ser a primeira artista viva a ter uma obra na coleção permanente dessa mesma instituição, O Jardim de Criveli, na então  inaugurada Sainsbury Wing, passando a partir desse ano a receber uma série de homenagens honoris causa de várias universidades e, em 2010, seria Dame Commander da Ordem do Império Britânico, etc. A Fundação de Serralves realizou entre 15 de outubro e 23 de janeiro de 2005, uma importante exposição desta Autora e, em 2006, escolheu Cascais para a construção da "sua" Casa das Histórias, um museu com projeto do arquiteto Eduardo Souto de Moura (1952-), para exibir um conjunto significativo da sua obra gráfica e algumas obras do marido, Victor Willing, artista e crítico de arte, falecido em 1988, espaço que abriu em setembro de 2009.  Em 2021 teve a sua maior retrospetiva de sempre no Reino Unido na Tate Britain, com mais de 100 obras, ano em que foi considerada uma das 25 mulheres mais influentes do mundo pelo Financial Times.
    Paula Rego (1935-2022) grew up in Portugal during the Salazar regime; the only child of an engineer father and painter mother. After being diagnosed with tuberculosis at age three, the family moved to the seaside for her health. As an only child she was doted on by her parents who exposed her to a myriad of influences ranging from Disney and Bunuel; to Goya and traditional Portuguese fairy and folktales. As with most only children she was often alone with only her imagination to keep her company. It was this childhood foundation of cultural exposure and time spent alone drawing on the floor that would shape her work lifelong. Her father's strong opposition to Salazar led him to send Paula Rego to the United Kingdom for her education. She attended secondary school in Kent and went on to study at the Slade School of Fine Art. Rego's work is known as much for its subject matter as for its style. Her childhood has never left her imagination. Her works synthesize her childhood experiences and influences. Imagery from fairytales and animals taking on human roles convey political views in a manner both fantastical and unsettling. Tate director Nicholas Serota describes Rego as having "taken her own childhood experiences, memories, fantasies and fears, and given them universal significance". Paula Rego was short listed for the Turner Prize in 1989. In 1990 she became the first associate artist, National Gallery, London. She has had retrospectives at the National Gallery, Serpentine and the Tate.