A Canoa, 2ª série, nº 47, propriedade e direção de Maria do Carmo Leite Monteiro Rodrigues, capa de Luiza Helena Clode, Eco do Funchal, 26 de agosto de 1971, ilha da Madeira
Categorias
Descrição
A Canoa, 2ª série, nº 47,
Propriedade e direção de Maria do Carmo Leite Monteiro Rodrigues (1924-2014)
Capa de Luiza Helena Clode (1936-), Eco do Funchal, direção de Maria Mendonça (1916-1997), 26 de agosto de 1971
Exposição Luiza Helena Clode: documentos de um percurso plural, curadoria de Martinho Mendes.
Arquivo Regional da Madeira, São Roque, ilha da Madeira
Maria do Carmo Pimenta Leite Monteiro nasceu em 1924 na rua do Torreão, e com 17 anos viu o seu primeiro texto publicado no suplemento de Natal d’O Jornal, com o pseudónimo Suzana Pobre, que usaria até se casar com José M. S. Rodrigues. Em 1964, publica Dona Trabucha, a Costureira Bucha, incentivada por Cabral do Nascimento. Entre 1969 e 1971, dirigiu o jornal infantil A Canoa, suplemento do Eco do Funchal. Em 1968, instalou no Funchal a Cooperativa Ludos, o primeiro Atelier de Tempos Livres da Madeira, com cerca de 80 crianças. Colaborou ativamente na promoção do apoio às crianças, juventude e idosos. Foi fundadora do Comité Português para a Unicef, do Instituto de Apoio à Criança e da Associação Crianças Sem fronteiras. De 1974 a 1977 foi presidente da Comissão Distrital de Assistência do Funchal: desenvolveu a creche e o jardim de infância da instituição Auxílio Maternal, instalou um lar na Quinta do Vale Formoso e adaptou o Hospício da Princesa Dona Amélia a lar. Em 1977, foi nomeada diretora do Centro Polivalente do Funchal. Recebeu a Medalha de Mérito Cultural em 1992. Em 2011, foi distinguida pela Academia Brasileira de Letras. Morreu em 2014, nos Prazeres. (Roteiro Mulheres do Funchal, n.º 13, 2020)
Com curadoria interna da DRABL, de Martinho Mendes, a mostra propõe “uma leitura documental do trajeto intelectual e criador de Luiza Helena Clode (Funchal, 1936)”, destacando, em particular, “a sua produção literária para a infância e o seu pensamento em torno da educação visual e estética”. Através de manuscritos, publicações, materiais pedagógicos e documentação de enquadramento formativo e profissional, a exposição evidencia “como estas duas dimensões estruturam um projeto cultural mais amplo”, enraizado na formação pelo magistério primário, nas Belas-Artes e na reflexão histórica, artística, patrimonial e museológica. Segundo a organização, ao reunir testemunhos de diversas fontes arquivísticas, a mostra pretende ainda “iluminar a coerência interna de um percurso poliédrico, no qual a palavra e a forma convergem na construção de uma pedagogia da sensibilidade e na afirmação da cultura como instrumento de formação integral”.