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Arquipelago de Origem:
Alentejo
Data da Peça:
2021-07-00
Data de Publicação:
28/10/2026
Autor:
DIGMA e outros
Chegada ao Arquipélago:
2026-10-28
Proprietário da Peça:
Câmara Municipal de Castelo de Vide
Proprietário da Imagem:
Câmara Municipal de Castelo de Vide
Autor da Imagem:
Câmara Municipal de Castelo de Vide
Painel multimédia de abertura da Casa da Cidadania Salgueiro Maia, julho de 2021, conjunto fortificado de Castelo de Vide, Portugal

Categorias
    Descrição
    Painel multimédia de abertura da Casa da Cidadania Salgueiro Maia
    (1944-1992).
    Reabilitação da Câmara Municipal de Castelo de Vide,  onde por sua vontade expressa se apresenta o seu espólio, nomeadamente o que está diretamente ligado a um dos acontecimentos mais importantes da história contemporânea de Portugal e à implementação do Regime Democrático em 25 de Abril de 1974.
    Novo complexo projetado por Nicolau de Langres (c. 1610-1665), 1652 e reformado por Miguel Luís Jacob (c. 1710-1771), em 1755.
    Projeto museológico DIGMA inaugurado 1 de julho de 2021, quando o Capitão de Abril faria 77 anos,
    Fotografia de julho de 2021.
    Complexo barroco do conjunto fortificado de Castelo de Vide, Portugal.

    Fernando José Salgueiro Maia (Castelo de Vide, 1 jul. 1944; Lisboa, Hospital Militar de Belém, 4 abr. 1992). Depois de frequentar a Academia Militar e a Escola Prática de Cavalaria, desempenhou funções de alferes-comando em Moçambique, durante a Guerra Colonial. Já com o posto de capitão, na madrugada de 25 de abril de 1974, dirigiu as tropas revolucionárias de Santarém, com o depois general Tavares de Almeida, até Lisboa, tornando-se uma das figuras-chave do golpe. Tomou os ministérios do Terreiro do Paço e o quartel da Guarda Nacional Republicana, no Carmo, onde estava refugiado o chefe do Governo, professor Marcello Caetano (1906-1980), que se lhe rendeu. Assim se deu a queda do Estado Novo. A revolta militar foi desencadeada pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), que derrubou o regime praticamente sem o emprego da força e sem provocar vítimas. Os dois únicos momentos de tensão foram protagonizados pelo próprio Salgueiro Maia: o primeiro foi o encontro com um destacamento de blindados, até então obediente ao Governo, resolvido quando estas tropas tomaram posição ao lado dos revoltosos; o outro ocorreu quando o capitão mandou abrir fogo sobre a parede exterior do quartel da GNR. Retomando modestamente o rumo da sua carreira militar, o capitão Salgueiro Maia recusou as honrarias que o regime democrático lhe quis atribuir. Todos os anos é recordada a sua coragem e a sua determinação aquando das comemorações do 25 de abril.
    “Salgueiro Maia foi, na modéstia e isenção do seu comportamento e na honradez do seu carácter, uma referência. Compreendeu como poucos o papel que deve caber aos militares numa sociedade democrática”. Estas palavras de Mário Soares (1924-2017) levantam-nos o véu sobre a força de espírito que o mais famoso Capitão de Abril detinha, e pela qual é reconhecido, mas um homem não se constrói num único momento. É fruto de um percurso vivencial, de uma vida de aprendizagem, que molda o espírito humano e o leva a atos considerados, pela sociedade, de grande valor. Aqui se procura encontrar o percurso de vida de Salgueiro Maia, um homem de grande valor. Conhecendo o seu passado, melhor se pode compreender o homem e a sua circunstância (Sinopse à 11ª edição da editora Âncora).