Visita do Dr. Armindo Monteiro, ministro das Colónias a Inhambane, 1932, Moçambique
Categorias
Descrição
Visita do Dr. Armindo Monteiro, ministro das Colónias a Inhambane, 1932
De pé: tenente de Cavalaria Fernando da Silva Pais (1905-1981), então adjunto do governo-geral de Moçambique, depois major e diretor da PIDE/DGS; 1º tenente Celestino, adjunto do governador-geral, depois capitão de fragata; Lourenço Caiola, secretário do ministro; Seabra, também secretário do ministro; 1.º tenente Nuno Frederico de Brion (1895-), adjunto do ministro, depois governador civil de Lisboa (1946) e contra-almirante; tenente de Artilharia José Diogo Ferreira Martins, adjunto do ministro, depois governador de Manica e Sofala, em Moçambique, geral de Angola (1939) e de Cabo Verde (1941-1943); capitão de Artilharia Luiz A. Morais Portugal, oficial à ordens no governo de Inhambane;
Sentados: Camilo de Magalhães Coutinho Infante de La Cerda (1877-), sogro do ministro; Madame de Carlos Selvagem, mulher do governador do distrito; coronel de Cavalaria José Ricardo Pereira Cabral (1879-1956), governador-geral de Moçambique (1926-1938) e, depois, da Índia Portuguesa (1938-1945); Madame de Armindo Monteiro (1903-1980), mulher do ministro; Dr. Armindo Monteiro (1896-1955), ministro das Colónias; Madame de Luís Portugal, mulher do oficial às ordens do governador de Inhambane; capitão de Cavalaria Carlos Afonso dos Santos (1890-1973), governador de Inhambane; e Dr. Figueira, chefe de gabinete do ministro.
Palácio do governo de Inhambane, 1932, Moçambique.
Coleção do neto do capitão Portugal, Luís Portugal Deveza, divulgado em Delagoa Bay, 15 jun. 2019.
Armindo Rodrigues de Sttau Monteiro (1896-1955) foi professor universitário, empresário, diplomata e político que exerceu importantes funções durante o regime do Estado Novo, desde ministro das Colónias, dos Negócios Estrangeiros e como embaixador em Londres. Casado com Lúcia Cancela Infante de La Cerda (1903-1980), foram pais de Luís de Sttau Monteiro (1926-1993), o mítico autor de Angústia para o Jantar e Felizmente Há Luar, obras de 1961, entre outras.
Carlos Tavares de Andrade Afonso dos Santos (Lisboa, 13 ago. 1890; idem, 13 ago. 1973), escritor que usava o pseudónimo de Carlos Selvagem, notabilizou-se pelas suas obras de trama histórica e, quase sempre, de pendor marcadamente nacionalista, como as de Henrique Galvão (1895-1970), de quem era próximo, sendo coautor do Império Ultramarino Português (4 vols., 1950-1953), que chamou Operação Dulcineia, ao seu assalto ao Santa Maria, em 1961, título de uma peça de teatro de Carlos Selvagem (Dulcinéa ou a última aventura de D. Quixote, Lisboa: Editorial Aviz, 1943). Oriundo do Real Colégio Militar, onde esteve entre 1901 e 1907, tinha ali a alcunha de Selvagem, que passou a utilizar como pseudónimo, passando à Escola do Exército, onde integrou o curso de Cavalaria, tendo prestado serviço em Moçambique, no Niassa, durante a I Grande Guerra, onde voltou entre 1931 e 1934, como capitão governador de Inhambane. Entre outros trabalhos, refira-se o Portugal Militar. Compêndio de História Militar e Naval de Portugal desde as Origens do Estado Portucalense até ao fim da Dinastia de Bragança, obra encomendada por concurso público, publicada em 1931, corrigida e anotada pelo autor em 1936 e ainda reeditada em 2006.