Capitães Carlos Afonso dos Santos e Luiz A. Morais Portugal, Inhambane, 1932, Moçambique
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Descrição
Capitão de Cavalaria Carlos Afonso dos Santos, governador de Inhambane e capitão de Artilharia Luiz A. Moraes Portugal, oficial à ordens no governo daquele distrito,
(1890-1973),
Parada militar em Inhambane, 1932, Moçambique.
Coleção do neto Luís Portugal Deveza, divulgado em Delagoa Bay, 15 out. 2017.
Carlos Tavares de Andrade Afonso dos Santos (Lisboa, 13 ago. 1890; idem, 13 ago. 1973), escritor que usava o pseudónimo de Carlos Selvagem, notabilizou-se pelas suas obras de trama histórica e, quase sempre, de pendor marcadamente nacionalista, como as de Henrique Galvão (1895-1970), de quem era próximo, sendo coautor do Império Ultramarino Português (4 vols., 1950-1953), que chamou Operação Dulcineia, ao seu assalto ao Santa Maria, em 1961, título de uma peça de teatro de Carlos Selvagem (Dulcinéa ou a última aventura de D. Quixote, Lisboa: Editorial Aviz, 1943). Oriundo do Real Colégio Militar, onde esteve entre 1901 e 1907, tinha ali a alcunha de Selvagem, que passou a utilizar como pseudónimo, passando à Escola do Exército, onde integrou o curso de Cavalaria, tendo prestado serviço em Moçambique, no Niassa, durante a I Grande Guerra, onde voltou entre 1931 e 1934, como capitão governador de Inhambane. Entre outros trabalhos, refira-se o Portugal Militar. Compêndio de História Militar e Naval de Portugal desde as Origens do Estado Portucalense até ao fim da Dinastia de Bragança, obra encomendada por concurso público, publicada em 1931, corrigida e anotada pelo autor em 1936 e ainda reeditada em 2006.