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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
2018-06-00
Data de Publicação:
15/10/2026
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2026-10-15
Proprietário da Peça:
Sílvio Mendes/JM
Proprietário da Imagem:
Sílvio Mendes/JM
Autor da Imagem:
Sílvio Mendes
Tapete de flores para a Festa do Santíssimo Sacramento, junho de 2018, Jornal da Madeira, Funchal, 24 de agosto de 2025, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Tapete de flores para a Festa do Santíssimo Sacramento.
    Fotografia de Sílvio Mendes, 3 de junho de 2018.
    Anúncio das Festas 2025 no JM, Jornal da Madeira, Funchal, 24 de agosto de 2025, ilha da Madeira

    A festa litúrgica do Corpo de Deus, celebrada a seguir à festa da Santíssima Trindade (e nos domingos sucessivos, por toda a ilha), tem diversas denominações: festa de Corpus Christi, do Corpo de Deus, do Santíssimo Sacramento e ainda, designação muito comum entre o povo, festa do Senhor. Pela alta devoção dos madeirenses ao mistério da eucaristia, a Madeira é titulada “Terra do Santíssimo Sacramento”. A nível diocesano, a festa limita-se aos atos litúrgicos da celebração eucarística e da procissão, que decorrem geralmente no Estádio dos Barreiros, na Pç. do Município ou do Colégio, na esplanada em frente da catedral ou no Prq. de S.ta Catarina. Tomam parte nesta celebração, presidida pelo bispo titular, o bispo emérito, o cabido,
    os sacerdotes, diocesanos e religiosos, os seminaristas e as máximas autoridades civis e militares. Das paróquias, chegam os acólitos, as confrarias do Santíssimo Sacramento e do Espírito Santo com as respetivas saloias, os movimentos apostólicos, as filarmónicas, os escuteiros e muito povo. Prepara-se um grupo coral formado pelos diversos grupos corais do arciprestado do
    Funchal, que chega a incluir mais de setenta vozes. Também surgem, vindos sobretudo do meio rural, grupos de artistas especializados na confeção de tapetes de flores, que juncam as
    ruas do Funchal por todo o itinerário da procissão; estes artistas vão à serra buscar a verdura e aos jardins colher as flores, e passam algumas horas desenhando no alcatrão motivos
    eucarísticos, como a píxide, o cálice, a hóstia, o peixe ou o cordeiro. Terminada a celebração eucarística, segue-se a procissão pelas ruas. Entre o povo, intercalam-se diversas filarmónicas entoando as melodias tradicionais, como o Benedictus, Lauda Jerusalem, Christus vincit. A procissão termina sempre no adro, em frente à porta da catedral, onde o ostensório é colocado em cima de um altar móvel; nesta altura, o grupo coral entoa o Tantum Ergo. Dada a bênção à multidão com o Santíssimo Sacramento, rezadas as tradicionais aclamações e súplicas, o bispo dirige-se de novo à multidão para a última mensagem. O coro encerra a cerimónia com o tradicional Christus vincit.
    Posteriormente, ao longo do verão, todas as comunidades paroquiais celebram, com maior ou menor solenidade, a festa do Senhor ou do Santíssimo Sacramento, seguindo muito de perto este esquema diocesano.