Doação do espólio fotográfico de Rui Marote ao Museu de Fotografia da Madeira, Funchal, 1 de outubro de 2023, Museu de Fotografia da Madeira, Atelier Vicente's, Funchal, ilha da Madeira.
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Doação do espólio fotográfico de Rui Marote ao Museu de Fotografia da Madeira
Com Nuno Morna, diretor-geral, Eduardo Jesus, secretário regional e Filipe Bettencourt, diretor do Museu.
Funchal, 1 de outubro de 2023.
Museu de Fotografia da Madeira, Atelier Vicente's, Funchal, ilha da Madeira.
Rui Marote (1945-) iniciou a sua atividade nos meios de comunicação em 1972 na então Lourenço Marques, em Moçambique, na firma “Som Imagem”, sendo também correspondente da RTP naquela província e, em 1973, colaborou na Telecine Moçambique. No mesmo ano realizou uma comissão de serviço em Angola, na Telecine África, participando na produção de diversos documentários em 35 mm para o Banco de Angola, em todas as províncias, abordando temas como o petróleo, café, as madeiras, algodão, pescas, artesanato, oleaginosas, diamantes. No ano seguinte, 1974, trabalhou nas Actualidades de Moçambique e fez parte da equipa de filmagens que realizou diversos documentários sobre Cabora Bassa, tendo sido nomeado em 1974 para prémio do Ministério do Ultramar, por 3 reportagens publicadas no Jornal da Madeira. O prémio incluía uma viagem à metrópole, mas tal não se verificou devido ao 25 de Abril desse ano, com a Revolução dos Cravos. Em finais de 1975, integrou o quadro redatorial do Jornal da Madeira como repórter fotográfico. Permaneceu no JM até 1982. Em abril de 1982 integrou o quadro redatorial do Diário de Notícias da Madeira, com a categoria de jornalista do 3º Grupo, tendo então sido correspondente de jornais portugueses e sul-africanos. Entre os seus principais trabalhos conta-se a publicação do DN-Madeira com mais de 80 páginas sobre a África do Sul, tendo fotografado os diversos líderes e personalidades sul-africanas e de Moçambique, mas também personalidades da cultura nacional e regional, em colaboração com Luís Rocha, tendo ainda fotografado em mais de 75 países, em múltiplas viagens ao redor do Mundo. Uma sua fotografia foi eleita pela agência Lusa como melhor reportagem do ano: documentava a maré negra ocorrida no Porto Santo em 1990, causada pelo petroleiro espanhol “Aragón”. O seu espólio fotográfico constituído por 135.131 negativos de 35 mm, 143 negativos de 6×6 mm, 139 diapositivos a cores e a preto e branco, 112 provas e um disco rígido contendo contendo 606 Gb em imagens digitais, foi depositado no Museu de Fotografia da Madeira, Atelier Vicente's, em outubro de 2023.