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Arquipelago de Origem:
Câmara de Lobos
Data da Peça:
2026-04-09
Data de Publicação:
17/06/2026
Autor:
Museu de Imprensa da Madeira
Chegada ao Arquipélago:
2026-06-17
Proprietário da Peça:
Museu de Imprensa da Madeira
Proprietário da Imagem:
Roberto Matos/ALRAM
Autor da Imagem:
Roberto Matos
Bernardo Martins na inauguração da exposição A Autonomia na Imprensa de 1976, Museu de Imprensa da Madeira, 9 de abril de 2026, Câmara de Lobos, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Bernardo Martins na inauguração da exposição A Autonomia na Imprensa de 1976
    Curadoria de Lourenço de Freitas.
    Fotografia de Roberto Matos, Assembleia Legislativa da RAM, 9 de abril de 2026.
    Museu de Imprensa da Madeira (MIM), Câmara de Lobos, ilha da Madeira.

    O Museu de Imprensa - Madeira inaugurou a 9 de abril de 2026 a exposição temporária ‘A Autonomia na Imprensa de 1976’, iniciativa que assinala os 50 anos da Autonomia Política e Administrativa da Madeira. De acordo com um comunicado da autarquia câmara-lobense, a mostra apresenta exemplares originais da imprensa regional de 1976, incluindo Diário de Notícias, Jornal da Madeira e Diário da Madeira, que documentam os principais acontecimentos desse ano histórico, desde a aprovação da Constituição da República Portuguesa até à instalação dos primeiros órgãos de governo próprio da Região. Entre os destaques estão também edições do Diário da Assembleia Constituinte, publicação que registou debates e decisões que conduziram à Constituição de 1976, cuja entrada em vigor, a 2 de abril, formalizou a criação das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores. A inauguração contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, Celso Bettencourt, e de várias entidades regionais, entre as quais a presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal e o foto-jornalista Rui Marote, já largamente representado nesta exposição e, por tal, várias vezes citado e largamente aplaudido. Organizada pelo Museu de Imprensa - Madeira, sob curadoria de Lourenço Freitas e tutela da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, a exposição convida o público a revisitar as páginas dos jornais e a sentir o pulsar da Madeira nos primeiros anos da Autonomia.
    Lino Bernardo Calaça Martins (Machico, ) é doutor em Ilhas Atlânticas: História, Património e Quadro Jurídico-Institucional pela Universidade da Madeira (2023). Mestre em Estudos Regionais e Locais pela Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira (2016). Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1983). Professor do ensino secundário (1977-1979; 1983-1990). Secretário da Junta de Freguesia de Machico (1983-1985). Presidente da Junta de Freguesia de Machico (1986-1989 e 1994-1997). Membro da Assembleia Municipal de Machico (1986-1989 e 1994-1997). Vice-presidente da Câmara Municipal de Machico (1990-1993). Presidente da Câmara Municipal de Machico (1998-2001). Vereador da Câmara Municipal de Machico (2002-2009). Deputado da Assembleia Legislativa da Madeira (1992-1998 e 2002-2011). Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde e Assuntos Sociais (1997-1998; 2004-2011). Presidente da Comissão Parlamentar da Administração Pública, Trabalho (2003-2004). Vice-presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista (2004-2005). Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista (2005-2007). Coordenador do livro Machico, a sua história e a sua gente, editado pelo Departamento de Iniciativas Culturais da Junta de Freguesia de Machico (1978). Autor da obra O 25 de Abril em Machico: Centro de Informação Popular de Machico, editado pela Câmara Municipal de Machico (2017). Proponente do "Prémio Literário Francisco Álvares de Nóbrega", criado pela Câmara Municipal de Machico (2001). Autor da exposição documental "Memórias do 25 de Abril no concelho de Machico" (2016). Preletor em diversas conferências e debates sobre a temática da "Revolução dos Cravos".
    A 25 de julho de 2025 foi galardoado pela Assembleia Legislativa da Madeira com o Prémio Emanuel Rodrigues 2025, que o distinguiu  pelo seu contributo para o conhecimento dos primórdios da autonomia regional. Instituído em 2020, o galardão pretende reconhecer personalidades que se destaquem na valorização da identidade madeirense através da produção académica, histórica, científica, artística ou jornalística. A decisão do júri, presidido por João Carlos Abreu, enalteceu a obra de Bernardo Martins como um “valioso contributo” para a dignificação do percurso autonómico e da memória coletiva dos madeirenses.