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Arquipelago de Origem:
Portugal
Data da Peça:
2026-00-00
Data de Publicação:
31/05/2026
Autor:
António Gomes Dalmeida e Artur Correia
Chegada ao Arquipélago:
2026-05-31
Proprietário da Peça:
Correio da Manhã
Proprietário da Imagem:
Correio da Manhã
Autor da Imagem:
Artur Correia
Salgueiro Maia, Super-Heróis da História de Portugal II, ilustrada por Artur Correia; Lisboa, Correio da Manhã, 2016, Portugal

Categorias
    Descrição
    Salgueiro Maia
    António Gomes de Almeida, Super-Heróis da História de Portugal II, ilustrada por Artur Correia
    (1933-) e (1932-2018)
    Correio da Manhã, Lisboa, 2016.
    Portugal.

    Nesta série de biografias são contados os feitos de alguns heróis da nossa história num tom divertido mas didáctico, com o objectivo de aproximar o leitor dessas figuras sem aqueles excessos de erudição que obrigatoriamente surgem nos livros de História tradicionais. Depois de ter adaptado a banda desenha a História Alegre de Portugal, de Manuel Pinheiro Chagas, e, depois, de António Gomes Dalmeida (texto), numa parceria que vinha de 1955, Artur Correia e António Gomes Dalmeida mantêm-se fiéis ao espírito que presidiu à composição anterior. Os retratados são: Viriato, Condessa Mumadona, Martim Moniz, Geraldo Geraldes - O Sem Pavor, Gonçalo Mendes da Maia - O Lidador, D. Afonso IV - O Bravo, Deuladeu Martins, Padeira de Aljubarrota, Magriço, Pêro da Covilhã, Vasco da Gama, Dona Antónia Ferreirinha, Soldado Milhões e Salgueiro Maia.
    Fernando José Salgueiro Maia (Castelo de Vide, 1944; Lisboa, Hospital Militar de Belém, 1992). Depois de frequentar a Academia Militar e a Escola Prática de Cavalaria, desempenhou funções de alferes-comando em Moçambique, durante a Guerra Colonial. Já com o posto de capitão, na madrugada de 25 de abril de 1974, dirigiu as tropas revolucionárias de Santarém, com Tavares de Almeida, até Lisboa, tornando-se uma das figuras-chave do golpe. Tomou os ministérios do Terreiro do Paço e o quartel da Guarda Nacional Republicana, no Carmo, onde estava refugiado o chefe do Governo, Marcello Caetano (1906-1980), que se lhe rendeu. Assim se deu a queda do Estado Novo. A revolta militar foi desencadeada pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), que derrubou o regime praticamente sem o emprego da força e sem provocar vítimas. Os dois únicos momentos de tensão foram protagonizados pelo próprio Salgueiro Maia: o primeiro foi o encontro com um destacamento de blindados, até então obediente ao Governo, resolvido quando estas tropas tomaram posição ao lado dos revoltosos; o outro ocorreu quando o capitão mandou abrir fogo sobre a parede exterior do quartel da GNR. Retomando modestamente o rumo da sua carreira militar, o capitão Salgueiro Maia recusou as honrarias que o regime democrático lhe quis atribuir. Todos os anos é recordada a sua coragem e a sua determinação aquando das comemorações do 25 de abril.
    Salgueiro Maia foi, na modéstia e isenção do seu comportamento e na honradez do seu carácter, uma referência. Compreendeu como poucos o papel que deve caber aos militares numa sociedade democrática”. Estas palavras de Mário Soares (1924-2017) levantam-nos o véu sobre a força de espírito que o mais famoso Capitão de Abril detinha, e pela qual é reconhecido, mas um homem não se constrói num único momento. É fruto de um percurso vivencial, de uma vida de aprendizagem, que molda o espírito humano e o leva a atos considerados, pela sociedade, de grande valor. Aqui se procura encontrar o percurso de vida de Salgueiro Maia, um homem de grande valor. Conhecendo o seu passado, melhor se pode compreender o homem e a sua circunstância (Sinopse à 11ª edição da editora Âncora).
    Artur da Costa Correia
    (Lisboa, 20 abr. 1932; idem, 1 mar. 2018) foi uma das principais figuras da ilustração portuguesa dos finais do século XX e inícios do XXI. Vindo do teatro amador, como ator e ensaiador, profissionalmente iniciou-se no jornal O Papagaio, ingressando, em  1949, no Diário de Notícias e, em 1951, no quadro do Cavaleiro Andante, onde planificou, desenhou e colaborou em todas as edições desta revista. Nessa sequência, estendeu a sua colaboração a inúmeras outras publicações, ilustrando ainda diversos livros escolares e criando vários jogos didáticos. Em 1965 ampliou a sua atividade à realização cinematográfico e, dois anos depois, em 1967, tornava-se reconhecido no estrangeiro, alcançando vários prémios de de desenho animado publicitário, rodando em 1970 o primeiro filme português de desenho animado para o grande público (Eu Quero a Lua).