Image
Arquipelago de Origem:
Santa Cruz (Madeira)
Data da Peça:
1935-00-00
Data de Publicação:
29/05/2026
Autor:
Charles Courtenay Shaw
Chegada ao Arquipélago:
2026-05-29
Proprietário da Peça:
Museu de Fotografia da Madeira
Proprietário da Imagem:
ABM
Autor da Imagem:
Charles Courtenay Shaw
Câmara Municipal de Santa Cruz, Praça Dr. João Abel de Freitas e Rua 17 de Junho de 1876, fotografia de 1935 (c.), freguesia e concelho de Santa Cruz, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Câmara Municipal de Santa Cruz.
    Negativo simples, vidro, gelatina sal de prata, 10,7 x 8,2 cm
    Fotografia do major Charles Courtenay Shaw (1878-1971), 1935 (c.)
    Museu de Fotografia da Madeira-Atelier Vicente's (Inv. CCS/193), depósito na ABPM
    Praça Dr. João Abel de Freitas e Rua 17 de Junho de 1876, freguesia e concelho de Santa Cruz, ilha da Madeira.

    Charles Courtenay Shaw (Londres, 15 ago. 1878; Funchal, 5 jul. 1971). Fixou-se na Madeira em 1920 para trabalhar na firma Blandy Brother’s & Ca, tendo ocupado o lugar de diretor geral, cargo que exerceu até 1946. Era casado com Jean Ruby Blanche Leslie, com quem teve um filho, Keneth Guex Courtenay Shaw e poderá ter residido, primeiramente, na rua Coronel Cunha e, depois, na Quinta Glicínia, localizada na rua de Santa Luzia e, posteriormente, na Quinta da Penha à rua da Imperatriz D. Amélia. Fotógrafo amador, a sua coleção de negativos passou a integrar o Atelier Vicente's por 1940, embora incorporando depois também documentação algo posterior.
    O inicial edifício ou conjunto edificado foi adquirido por João de Freitas (c. 1465-c. 1533), em 1516, com o intuito de ali instalar a Câmara de Santa Cruz, após a elevação a vila, que ocorreu em 1515. Estima-se que este edifício tenha sido construído nas primeiras décadas do século XVI e, posteriormente, no século XX, sofreu uma ampliação e reabilitação com o projeto da autoria do arquiteto Luís da Conceição Teixeira (1913-1984), que se baseou nas características comuns aos edifícios públicos do Estado Novo. No exterior, sobressai a porta em arco quebrado de dois colunelos e de duas arquivoltas, rematados pelas armas reais de D. Manuel. É de destacar, também, as janelas de estilo manuelino de apenas um colunelo e uma arquivolta. No interior, é possível contemplar uma pintura alusiva às atividades económicas e culturais do Concelho, da autoria de Teresa Brazão, o teto em masseira do Salão Nobre e a heráldica régia manuelina, que outrora estava colocada no centro do teto, e que, atualmente, se encontra numa parede lateral. Este edifício é o único com estatuto de Monumento Nacional existente no Município, pelo facto de ser a única Câmara, na Ilha da Madeira, que manteve a sua sede desde o século XVI, e, também, por ser um dos raros exemplos a nível nacional.