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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1960-00-00
Data de Publicação:
28/05/2026
Autor:
Querubim Lapa
Chegada ao Arquipélago:
2026-05-28
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Palácio do Correio Velho
Autor da Imagem:
Palácio do Correio Velho
Painel em cerâmica relevada, policromada e vidrada, Querubim Lapa, Lisboa, 1960 (c.), Leilão Correio Velho, 2025, Portugal

Categorias
    Descrição
    Painel em cerâmica relevada, policromada e vidrada
    Dim. aprox.: 67 x 119 x 8 cm.

    Querubim Lapa (Portimão, 1925; Lisboa, 2016), 1960 (c.)
    Catálogo do Palácio do Correio Velho, leilão de Lisboa, 14 de abril de 2025, lote 245, estimado €10,000 - €20,000, Portugal.

    Querubim Lapa (1925-2016) nasceu em Portimão, no Algarve e cedo veio viver para Lisboa com a sua família,  demonstrando desde tenra idade um especial gosto por trabalhos manuais e criativos. Foi na Escola Industrial António Arroio, onde ingressou em 1942, que obteve as preciosas bases de formação e preparação em artes. Foi também nesta escola que tomou contacto com o movimento neorrealista, movimento artístico de reação contestatária ao regime ditatorial em que Portugal vivia. A sua formação estendeu-se ainda ao Curso de Escultura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, ingressado em 1947 e ao Curso de Pintura da mesma instituição concluído em 1978. Entre 1946 e 1949 desenvolveu um interessante mas menos conhecido trabalho de pintura à luz do movimento neorrealista, que pode ser visto no Museu do Chiado e no Museu Calouste Gulbenkian, uma temática ligada à denúncia de problemas sociais, pobreza e más condições laborais dos mais desfavorecidos. Mais tarde veio a explorar outras linguagens como o abstracionismo simbólico e geométrico. Em 1950 participou pela primeira vez em exposições coletivas de artistas plásticos, não ligados ao regime. Foi neste contexto que Querubim travou conhecimento com vários arquitetos com quem posteriormente veio a colaborar, na área dos revestimentos cerâmicos de parede.
    Iniciou-se na arte cerâmica em 1954, com atelier na Fábrica Viúva Lamego e, na mesma data, entrou para docente da Escola António Arroio (1954 a 1996), onde dirigiu o ensino das oficinas cerâmicas, tendo marcado e influenciado várias gerações de alunos. Considerado um dos ceramistas mais importantes do século XX em Portugal, criou técnicas inovadoras que modernizaram esta arte, no que respeita à modelação, ao domínio das cores e dos esmaltes ou à utilização da aresta viva e dos engobes. Assinou inúmeros painéis para espaços interiores e exteriores, num diálogo com a arquitetura moderna e produziu ainda peças notáveis em pequena escala.