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Arquipelago de Origem:
Moura
Data da Peça:
2009-00-00
Data de Publicação:
27/05/2026
Autor:
Carlos Alberto Santos
Chegada ao Arquipélago:
2026-05-27
Proprietário da Peça:
Câmara Municipal de Moura
Proprietário da Imagem:
Câmara Municipal de Moura
Autor da Imagem:
Carlos Alberto Santos
Salúquia. A Lenda de Moura em Banda Desenhada, capa de Carlos Alberto Santos, Câmara Municipal de Moura, junho de 2009, Alentejo, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Salúquia. A Lenda de Moura em Banda Desenhada
    Capa com ilustração de Carlos Alberto Santos (1933-2016).
    Esta obra contém a lenda da Moura Salúquia (que deu o nome à cidade de Moura, no Alentejo) interpretada por alguns dos grandes nomes da BD portuguesa: Artur Correia (1932-2018), Augusto Trigo, Baptista Mendes, Carlos Alberto Santos (1933-2016), Catherine Labey, Eugénio Silva, Isabel Lobinho (1947-2021), Jorge Magalhães, José Abrantes, José Antunes, José Garcês, José Pires, José Ruy, Luís Afonso, Pedro Massano e Zé Manel (1944-2019).
    Câmara Municipal de Moura, junho de 2009, Alentejo, Portugal.

    Isabel Lobinho (Vila Nova da Barquinha, 11 jun. 1947-Lisboa, jun. 2021). Tendo estudado no Instituto de Odivelas, onde já era uma referência no desenho e na pintura, estudou depois publicidade e marketing, publicando ilustrações em inúmeras revistas e periódicos, como na Visão, Flama, Observador, etc. Estudou, entretanto, também gravura com Ilda Reis (1923-1998), tendo sido responsável pela imagem da revista Máxima e trabalhando na edição de trabalhos de inúmeros autores, como de Mário-Henrique Leiria (1923-1980), Maria Alberta Menéres (1930-2019) ou Maria Teresa Horta (1937-2025), Teria sido, no entanto, na banda desenhada, que desenvolveu o seu trabalho mais inovador, atividade que iniciou em 1973 num delicado erotismo, que igualmente transmitiu depois à sua obra pintada em acrílico, desenvolvida a partir de 1994 e apresentada em inúmeras exposições, onde recolheu também vários prémios.
    Zé Manel, pseudónimo de José Manuel Domingues Alves Mendes (Lisboa, 22 jan. 1944; Idem, 24 jan. 2019), foi cartunista, ilustrador e criador de banda desenhada português, Filho de António Alves Mendes (Méco, c. 1920, já uma referência em 1940), Zé Manel tinha o curso de desenhador-gravador-litógrafo na Escola de Artes Decorativas António Arroio, escola à qual sempre atribuiu especial referência na sua formação. Entre as muitas publicações para as quais trabalhou, contam-se o Diário de Notícias de Lisboa, o Jornal do Exército, a Rádio & Televisãoas Flores e o Sol, que foi editado no Japão e, em abril de 2005, criou Futurológica, uma banda desenhada a cores para o jornal Mundo Universitário. Entre as muitas obras para a infância por si ilustradas, destaca-se a edição original de "O Soldado João", uma história anti belicista de Luísa Ducla Soares (1939-), que, em 1973, inaugurou a coleção Cor Infantil da Editorial Estúdios Cor, então dirigida por José Saramago (1922-2010). A história, com o seu apelo à paz, concebida originalmente para o suplemento infantil do Diário Popular, fora ali proibida pela censura. Fez muitas capas e muitos bonecos para a “Bomba H” (1963 a 1978), para “A Chucha” (1975) e para “O Cágado” (1978). Mostrou amplamente a sua veia humorística na revista “Rádio & Televisão”,O Emigrantee Fungagá da Bicharada. Ilustrou os livros “Manual da Má-Língua” (publicado antes do 25 de Abril, e devidamente apreendido pela Censura), e “Os Salazarentos”, que saiu em 1975, além dos 4 álbuns das “Histórias do Renato, um Menino muito Chato”. Uma parte da sua obra foi apresentada em "Eros Uma Vez..." nome dado à exposição organizada por Osvaldo Macedo de Sousa (1954-), com trabalhos do Zé Manel, a 13 de março de 2014, na BD Amadora, onde, em 2011, recebera o Prémio de Honra (dados António Gomes de Almeida, de jan. 2018 e pub. jan. 2019).